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Homem, 42 anos, previamente hígido, é avaliado após episódio de síncope durante exercício moderado. Não faz uso de medicações. Antecedentes familiares: irmão falecido subitamente aos 29 anos, sem causa definida.
Exames complementares:
•? ECG basal: ondas T negativas profundas em V1–V3, QRS normal.
•? Holter 24 h: extrassístoles ventriculares frequentes com morfologia de BRE e eixo superior, além de 2 episódios de TVNS (máximo 9 batimentos).
•? Ecocardiograma transtorácico: função ventricular direita discretamente reduzida, aneurisma focal em parede anterior do VD.
•? Ressonância magnética cardíaca (CMR): realce tardio fibroadiposo no VD subtricuspídeo e região infundibular anterior.
•? Testes laboratoriais normais. Não há doença arterial coronariana.
Qual é a conduta mais apropriada para prevenção de morte súbita nesse paciente?
Homem, 68 anos, portador de insuficiência cardíaca direita por hipertensão pulmonar e insuficiência tricúspide funcional grave, interna por distensão abdominal e edema. Exame Físico: turgência jugular a 45º; refluxo hepatojugular positivo; hepatomegalia dolorosa e ascite moderada. Exames laboratoriais: AST 52 U/L; ALT 58 U/L; FA 180 U/L; GGT 220 U/L; bilirrubina total 2,1 mg/dL (direta 1,1); albumina 3,2 g/dL; INR 1,4, BNP 1450 pg/mL. US-Doppler: veia cava inferior dilatada e pouco colabável; veias hepáticas com fluxo reverso sistólico/pulsátil; portal com marcada pulsatilidade. Paracentese diagnóstica: SAAG = 1,4 g/dL; proteína do líquido ascítico = 3,5 g/dL; cultura negativa.
Qual é a conduta prioritária para abordar a disfunção hepática desse paciente?
Homem, 69 anos, portador de insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (FEVE 30%), hipertensão e DRC estágio 3b (TFG 38 mL/min/1,73m2 ), é internado por dispneia progressiva, ortopneia e ganho de 4 kg em 10 dias. Ao exame: crepitações bibasais, turgência jugular a 45º, edema em membros inferiores ++/4+. PA: 108 × 68 mmHg; FC: 84 bpm; SatO2 : 94% AA. Exames: ureia 85 mg/dL; creatinina 2,0 mg/dL (prévia 1,4 mg/dL); Na+135 mEq/L; K+ 4,6 mEq/L; BNP 1560 pg/mL. Ecocardiograma: FEVE 30%, volume diastólico final VE aumentado; VD preservado.
Durante o manejo, o paciente evolui com redução da diurese, mesmo após infusão de furosemida EV em altas doses.
Com base nos mecanismos da síndrome cardiorrenal tipo 1, qual é a conduta mais adequada?
Homem, 58 anos, teve infarto agudo do miocárdio há 4 meses, quando foi realizada angioplastia primária de DA. Segue assintomático, sem insuficiência cardíaca. Medicação: atorvastatina 80 mg/dia; ezetimiba 10 mg/dia; AAS 100 mg/dia; ticagrelor 90 mg 12/12 h; dapagliflozina 10 mg. Exames recentes: LDL-C 68 mg/dL; PCR ultrassensível 3,2 mg/L; Lp(a) 180 nmol/L (normal até 72 mg/dL); TFG 74 mL/min/1,73 m2; TGO/TGP normais; IMC 28 kg/m2; PA 124 × 76 mmHg.
De acordo com as diretrizes de prevenção secundária mais atuais, qual é o próximo passo prioritário para reduzir risco residual aterotrombótico neste momento?
Homem, 58 anos, assintomático, hipertenso controlado, não diabético, não tabagista. Exames: LDL-C 118 mg/dL, HDL-C 47 mg/dL, TG 160 mg/dL, PA média 126 × 78 mmHg, IMC 27 kg/m² . Estratificação inicial: SCORE2 = 5,8% (10 anos, risco moderado) e PREVENT-ASCVD = 7,6% (10 anos, risco intermediário). Solicita-se escore de cálcio coronariano (CAC): Agatston = 230 (percentil 85 para idade/sexo).
Em face do exposto, a conduta mais adequada é: