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Leia o trecho inicial do prefácio do livro “As mentiras que os homens contam”, de Luís Fernando Veríssimo:

“Nós nunca mentimos. Quando mentimos, é para o bem de vocês. Verdade. Começa na infância, quando a gente diz para a mãe que está sentindo uma coisa estranha, bem aqui, e não pode ir à aula sob pena de morrer no caminho. Se fôssemos sinceros e disséssemos que não tínhamos feito a lição de casa e por isso não podíamos enfrentar a professora a mãe teria uma grande decepção. Assim, lhe dávamos a alegria de se preocupar conosco, que é a coisa que mãe mais gosta, e a poupávamos de descobrir a nossa falta de caráter. Melhor um doente do que um vagabundo. E se ela não acreditasse, e nos mandasse ir à escola de qualquer jeito, ainda tínhamos um trunfo sentimental. “Então vou ter que inventar uma história para a professora”, querendo dizer vou ter que mentir para outra mulher como se ela fosse você. “Está bem, fica em casa estudando!” E ficávamos em casa, fazendo tudo menos estudar, dando-lhe todas as razões para dizer que não nos aguentava mais, que é outra coisa que mãe também adora.”
(VERÍSSIMO, Luís Fernando. As mentiras que os homens contam. Rio de Janeiro: Objetiva,2015)

Quanto aos elementos apresentados no prefácio do livro para justificar as razões pelas quais os homens mentem, Veríssimo parece querer defender que, para os homens, a mentira é uma condição que está relacionada às regras sociais de modo
Leia o texto a seguir.

CIDADE DE DEUS

Barracos de caixas de tomate, madeiras de lei, carnaúba, pinho-de-riga, caibros cobertos, em geral, por telhas de zinco ou folhas de compensados. Fogueiras servindo de fogão para fazer o mocotó, a feijoada, o cozido, o vatapá, mas, na maioria das vezes, para fazer aquele arroz de terceira grudado, angu duro ou muito ralo, aqueles carurus catados no mato, mal lavados, ou simplesmente nada. Apenas olhares carcomidos pela fome, em frente aos barracos, num desespero absoluto e que por ser absoluto é calado. Sem fogueira para esquentar ou iluminar como o sol, que se estendia por caminhos muitas vezes sem sentido algum para os que não soltavam pipas, não brincavam de pique-pega e não se escondiam num pique-esconde.
Os abismos têm várias faces e encantam, atraem para o seu seio como as histórias em quadrinhos que chegavam ao morro compradas nas feiras da Maia Lacerda e do Rio Comprido, baratas como a tripa de porco que sobrava na casa do compadre maneiro que nem sempre era compadre de batismo. Era apenas o adjetivo, usado como substantivo, sinônimo de uma boa amizade, de um relacionamento que era tecido por favores, empréstimos impagáveis e consideração até na hora da morte.
São as pessoas nesse desespero absoluto que a polícia procura, espanca com seus cassetetes possíveis e sua razão impossível, fazendo com que elas, com seus olhares carcomidos pela fome, achem plausíveis os feitos e os passos de Zé Pequeno e de sua quadrilha pelos becos que, por terem só uma entrada, se tornam becos sem saídas, e achem, também, corriqueira essa visão de meia cara na quina do último barraco de cada beco de crianças negras ou filhas de nordestinos, de peito sem proteção, pé no chão, shorts rasgados e olhar já cabreiro até para o próprio amigo, que, por sua vez, se tornava inimigo na disputa de um pedaço de sebo de boi achado no lixo e que aumentaria o volume da sopa, de um sanduíche quase perfeito nas imediações de uma lanchonete, de uma pipa voada, ou de um ganso dado numa partida de bola de gude.
(LINS, Paulo. Cidade de Deus. São Paulo: Companhia das Letras,1997.)

Por meio de um texto em que predomina a tipologia descritiva, o capítulo inicial da obra Cidade de Deus, de Paulo Lins, apresenta, ao leitor, a ambientação da famosa favela homônima ao título do livro.

Das opções a seguir, marque aquela em que se apresentam dois substantivos que, por si sós e por seu contexto de uso, contribuem para que o leitor tome contato com a precariedade do ambiente.
Leia o texto a seguir.

Estrangeirismo é comum no vocabulário corporativo. Isso é bom ou ruim?

Briefing, approach, CEO, commodity, deadline, feedback… A lista de palavras de fora que se tornaram comuns em conversas no mundo corporativo está cada vez maior. Você sabe o significado de todas elas? Ou fica perdido tentando entender tantos termos estranhos? A solução para não ficar de fora é se adaptar. (...)
O excesso de termos em inglês na comunicação corporativa tem se tornado desafio para muita gente, afinal, a maior parte da população brasileira não fala um idioma estrangeiro: na última edição do índice internacional de proficiência na língua inglesa da Education First (EF), o Brasil foi rebaixado e parou de fazer parte do grupo das 40 nações com melhor desempenho no idioma. Dependendo da área em que você atua, pode ter ficado perdido tentando saber o que estava sendo dito em determinadas ocasiões. Isso até poderia dar início a uma discussão sobre se o uso de palavras em outras línguas no dia a dia profissional é ou não positivo, no entanto, o recado de especialistas é claro: para não ficar por fora, o melhor é se atualizar e tentar acompanhar.
https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/eu-estudante/trabalho-eformacao/2018/06/24/interna-trabalhoeformacao-2019,690611/estrangeirismo-ecomum-no-vocabulario-corporativo-isso-e-bom-ou-ruim.shtml acesso em 12.6.25

No texto, há algumas estratégias de aproximação com o leitor. Assinale a opção em que se revela uma dessas estratégias.
Leia o texto a seguir.

“...muitas figuras públicas que falam de amor e o utilizam como propaganda não o vivenciam de verdade. John Lennon pregava que deveríamos amar uns aos outros enquanto era agressivo em seu casamento. Woody Allen produz até hoje filmes sobre amor mesmo após ter sido acusado por sua própria filha de tê-la estuprado na infância. Ser capaz de vivenciar o amor plenamente, estudá-lo na busca por compreendê-lo e torná-lo constante na própria obra, é um êxito de poucos artistas e de pouquíssimos intelectuais.”
https://www.queridoclassico.com/2022/03/bell-hooks-amorcomo-legado.html acesso em 4.11.2025

Ao utilizar o sufixo superlativo na palavra sublinhada, a autora oferece, à expressão “pouquíssimos intelectuais” um sentido de
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Leia a notícia a seguir.

Polícia prende empresário suspeito de atirar e matar gari que fazia coleta de lixo

A vítima foi socorrida pela Polícia Militar e levada em uma viatura para o hospital, onde morreu.
Por g1 Minas — Belo Horizonte.11/08/2025 16h24. Atualizado há uma semana

A polícia prendeu na tarde desta segunda-feira (11) o empresário René da Silva Nogueira Junior, suspeito de atirar e matar Laudemir de Souza Fernandes, um gari de 44 anos. O crime ocorreu após uma discussão de trânsito no bairro Vista Alegre, em Belo Horizonte, enquanto a vítima trabalhava. A prisão ocorreu no bairro Estoril, em uma academia.
O suspeito, casado com uma delegada da Polícia Civil de Minas Gerais, foi levado para o Departamento Estadual de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). (...)
https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/noticia/2025/08/11/policia-prende-homemsuspeito-de-atirar-e-matar-gari-apos-discussao-de-transito.ghtml - acesso em 25.8.25

A coesão (gramatical e lexical) é um importante mecanismo de organização das informações em um texto.
Dentre as opções a seguir, marque aquela em que se identifica corretamente um elemento de coesão associado ao termo ao qual ele se refere no texto.