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O geógrafo brasileiro Milton Santos (1926–2001) completaria cem anos em 2026. Ao longo de sua trajetória intelectual e a partir de suas obras mais relevantes, o autor desenvolveu uma profunda reflexão sobre o conceito de espaço geográfico, contribuindo de forma decisiva para o avanço da ciência geográfica e para a compreensão dos processos socioespaciais.
A corrente do pensamento geográfico associada às contribuições teóricas de Milton Santos é classificada como Geografia
Considere o texto e o mapa a seguir.
O mapa é uma representação no plano, normalmente em escala pequena, dos aspectos geográficos, naturais, culturais e artificiais de toda a superfície da Terra. No mapa tradicional, a representação da Terra, continentes, países, estados, municípios etc. é realizada levando-se em consideração a área territorial de cada país, normalmente medida em km². No caso da anamorfose geográfica, cada país é redesenhado de forma que seu polígono sofre uma deformação proporcional a um tema de interesse. Com esta técnica, consegue-se visualizar o tema de uma forma mais direta.
Disponível em: https://educa.ibge.gov.br/jovens/conheca-o-brasil/populacao/ 20815-anamorfose.html. Acesso em: 6 jan.2026. Adaptado.
MAPEANDO O MUNDO - 2020

Fonte: World Mapper,2020.
A partir das informações contidas no mapa, o mundo representado pela anamorfose representa a
Os trabalhos de campo são fundamentais para o desenvolvimento dos estudos geográficos, principalmente na educação básica. A esse respeito considere o texto a seguir.
Uma das etapas importantes do estudo do meio é o trabalho de campo — a saída da escola já permite outro olhar. O aluno pode, se bem orientado, utilizar todos os seus sentidos para conhecer melhor certo meio, usar todos os recursos de observação e registros a cotejar as falas de pessoas de diferentes idades e profissões. [...] Um projeto de ensino fundamentado nessa metodologia realiza um movimento de apreensão do espaço social físico e biológico que se dá em múltiplas ações combinadas e complexas. Para aprender a complexidade do real, faz-se necessária a existência simultânea de muitos olhares, da reflexão conjunta e de ações em direção ao objetivo proposto pelo grupo de trabalho.
PONTUSCHKA, N. N.; PAGANELLI, T. I.; CACETE, N. H. Para ensinar e aprender geografia.3. ed. São Paulo: Cortez,2009, p.174.
Considerando-se o texto, os estudos do meio devem seguir uma metodologia de ensino
Considere o texto a seguir.
É uma noção muito utilizada no Brasil, mas não tem sentido em outras realidades, como nos afluentes subúrbios norte-americanos, por exemplo. Ela é frequentemente confundida com a noção de exclusão ou aparece como sinônimo de pobreza. [...] Como o Estado não investe suficientemente em habitações sociais (nem nas infraestruturas e equipamentos urbanos) e como a população pobre em boa parte não consegue participar desses programas devido à irregularidade de seus vencimentos, ela vai habitar nos espaços onde são permitidos usos que nas áreas centrais são proibidos, pois dependem de licenças municipais.
VASCONCELOS, Pedro de Almeida; CORRÊA, Roberto Lobato; PINTAUDI, Silvana Maria. A cidade contemporânea: segregação espacial. São Paulo: Contexto,2013. p.31. Adaptado.
Com base no texto e nos processos socioespaciais urbanos, o autor descreve o processo de
Considere a Figura a seguir:

SILVA, Moacir M. F. Geografia dos Transportes no Brasil. Revista Brasileira de Geografia, Ano I, Nº 2, Abril de 1939, p.92.
Em 1893, o geógrafo francês Élisée Reclus realizou sua última grande viagem pelo mundo, tendo a América do Sul como principal destino. Nesse percurso, passou pelo Brasil e pelos países da região do Rio da Prata, reunindo informações que serviriam de base para a elaboração do tomo XIX da Nouvelle Géographie Universelle, publicado em 1894. Inspirado na tradição da geografia regional de Carl Ritter, Reclus propôs uma divisão do território brasileiro fundamentada em grandes unidades naturais. A partir desse critério, o autor organizou o Brasil em oito grandes regiões: a Amazônia; o Araguaia e Tocantins; a Costa Equatorial; o vale do São Francisco; o Parahyba; o Paraná; o Uruguay; e o Matto Grosso, onde se ergue o divortium aquarum.
MIYAHIRO, M. “Uma certa idéia do Brasil”: segundo a geografia de Élisée Reclus. In: Congresso Brasileiro de Geógrafos,7.,2014, Vitória. Anais do VII Congresso Brasileiro de Geógrafos,2014. Adaptado.
Como proposta de divisão regional, Élisée Reclus utilizou, como elemento norteador para a divisão do Brasil em 8 regiões, a(o)