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As abordagens humanistas, influenciadas por autores como Carl Rogers e Abraham Maslow, ressignificam o processo de ensino-aprendizagem ao priorizarem o sujeito em sua integralidade. A relação pedagógica é vista como uma experiência interpessoal baseada na empatia, congruência e escuta ativa, o que se contrapõe a modelos centrados na instrução direta e na heteronomia. Contudo, essas teorias também são criticadas por não problematizar suficientemente as dimensões estruturais que afetam a escolarização. À luz dessa discussão, qual das alternativas expressa com mais precisão uma limitação teórico-prática da abordagem humanista na educação formal?
A compreensão do currículo como construção política, social e cultural tem sido amplamente defendida por autores como Tomaz Tadeu da Silva, Ivor Goodson e Michael Apple, os quais argumentam que os saberes escolarizados não são neutros, mas resultantes de seleções socialmente determinadas. No entanto, a persistência de modelos prescritivos e conteudistas reforça a visão do currículo como instrumento técnico de racionalização do ensino. Com base nesse embate epistemológico, assinale a alternativa que melhor representa a crítica das abordagens pós-críticas ao currículo tradicional.
A LDB (Lei nº 9.394/96) propõe a gestão democrática como princípio organizador do ensino, o que pressupõe participação, pluralidade e autonomia institucional. No entanto, a consolidação de políticas como a BNCC e os sistemas de avaliação em larga escala introduz novas formas de controle curricular. Autores como Cury, Krawczyk e Vieira indicam que essas políticas, ao mesmo tempo que visam equidade, podem restringir a capacidade de escolas e professores de adequar práticas ao contexto local. Diante dessa ambivalência, qual alternativa expressa uma leitura crítica e equilibrada dessa tensão?
A avaliação formativa, ao contrário da somativa tradicional, insere-se no interior do processo de ensinoaprendizagem como ação reguladora. No entanto, sua implementação em larga escala é desafiada por concepções tecnicistas e pela busca de resultados mensuráveis. Segundo autores como Hoffmann, Hadji e Luckesi, uma avaliação verdadeiramente formativa requer sistematicidade, escuta ativa e reelaboração contínua das estratégias de ensino. Diante desse cenário, assinale a alternativa que expressa um obstáculo estrutural à consolidação da avaliação formativa nas escolas brasileiras.
A metodologia de projetos visa integrar saberes escolares à realidade social, com base em situaçõesproblema, trabalho colaborativo e protagonismo discente. No entanto, conforme apontam autores como Hernández, Dewey e Demo, a aplicação prática dessa abordagem muitas vezes reduz-se à substituição de conteúdos por atividades desarticuladas, desvirtuando seus fundamentos epistemológicos. Qual das alternativas representa uma limitação recorrente observada na implementação de projetos pedagógicos em contextos escolares?