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Paciente de 38 anos, nuligesta, procura consultório com queixa de dor bilateral nas mamas há 8 meses, com piora progressiva. Refere dor intensa que irradia para axilas e braços, principalmente na segunda fase do ciclo menstrual (10 dias antes da menstruação), com melhora parcial após menstruação. Dor interfere em atividades diárias e sono. Nega nódulos palpáveis, descarga papilar ou alterações cutâneas. Ciclos menstruais regulares (28 dias). Usa anticoncepcional oral combinado (etinilestradiol 30 mcg + levonorgestrel 150 mcg) há 5 anos. Nega história familiar de câncer de mama. IMC: 29 kg/m². Consome 4-5 xícaras de café/dia. Ao exame físico: mamas simétricas, difusamente nodulares (aspecto fibrocístico), sem nódulos dominantes, sem alterações cutâneas ou axilares. Dor bilateral à palpação, mais intensa em quadrantes superiores externos. Mamografia (realizada há 3 meses): mamas heterogeneamente densas (ACR tipo C), múltiplos cistos bilaterais, sem nódulos sólidos ou microcalcificações, BI-RADS 2. Ultrassonografia: múltiplos cistos simples bilaterais, sem massas sólidas. Considerando o diagnóstico de mastalgia cíclica intensa e as opções terapêuticas disponíveis, qual a melhor sequência de conduta?
Paciente de 42 anos, nuligesta, procura atendimento referindo nódulo palpável em mama direita há 4 meses, com crescimento progressivo. Nega dor, descarga papilar ou alterações cutâneas. História familiar negativa para câncer de mama. Ao exame físico: nódulo de aproximadamente 5 cm em QSL de mama direita, móvel, bem delimitado, consistência fibroelástica, indolor. Linfonodo axilar palpável de 1 cm, móvel. Mamografia: nódulo ovalado, circunscrito, de alta densidade, medindo 52 mm, sem microcalcificações, BI-RADS 3. Ultrassonografia: nódulo sólido, ovalado, hipoecoico, heterogêneo, com algumas fendas internas, bem delimitado, medindo 54 x 38 x 42 mm, sem sombra acústica. Vascularização periférica e central ao Doppler. Linfonodo axilar reacional. Core biopsy guiada por ultrassom: neoplasia fibroepitelial de baixo grau, estroma hipercelular, mitoses 3/10 CGA, sem atipias epiteliais, margens não avaliáveis. Imunohistoquímica: Ki-67 15%. Considerando o diagnóstico anatomopatológico e as características clínicas, qual a conduta mais adequada?
Paciente de 48 anos, procura consultório para avaliação de risco de câncer de mama. Relata que a irmã foi recentemente diagnosticada com câncer de mama aos 52 anos (triplo negativo). Mãe falecida aos 65 anos por câncer de ovário. Tia materna teve câncer de mama bilateral aos 45 anos. Paciente está preocupada com seu risco. História pessoal: menarca aos 12 anos, G2P2 (primeiro parto aos 28 anos), amamentou por 1 ano cada filho, não usa terapia hormonal. Nega tabagismo. IMC: 24 kg/m². Exame físico das mamas: sem nódulos ou alterações. Mamografia de rastreamento realizada há 6 meses: mamas heterogeneamente densas (ACR tipo C), sem nódulos ou microcalcificações, BI-RADS 1. Paciente questiona sobre teste genético para mutações BRCA e possibilidade de mastectomia profilática. Considerando a história familiar e as opções de rastreamento e prevenção, qual a melhor orientação inicial para esta paciente?
Puérpera de 26 anos, primípara, no 5º dia pós-parto, em aleitamento materno exclusivo, procura atendimento referindo que as mamas estão "muito cheias, duras e doloridas" desde o dia anterior. Refere dificuldade para o bebê pegar a mama devido à tensão areolar. Nega febre, calafrios ou sinais inflamatórios focais. Parto vaginal sem intercorrências, alta hospitalar no 2º dia pós-parto. Ao exame físico: Tax: 36,8 °C, estado geral bom. Ambas as mamas aumentadas de volume, difusamente endurecidas, quentes, brilhantes, tensas, com dor à palpação. Aréolas distendidas e aplanadas. Mamilos sem fissuras. Sem áreas de eritema localizado ou flutuação. Expressão láctea difícil devido à tensão mamária. Observação da mamada: bebê apresenta dificuldade na pega devido ao aplanamento areolar, sucção fraca e curta, choro após tentativas. Considerando o quadro clínico e o diagnóstico mais provável, qual a conduta inicial mais adequada?
Paciente de 35 anos, G2P2, em aleitamento materno exclusivo há 6 meses, comparece ao consultório com queixa de nódulo palpável em mama direita há 2 meses, que aumentou discretamente de tamanho. Nega dor, hiperemia, febre ou descarga papilar. História obstétrica: último parto há 6 meses (cesariana sem intercorrências). História familiar: mãe com câncer de mama aos 58 anos (receptor hormonal positivo). Ao exame físico: mama direita com nódulo palpável de aproximadamente 3 cm em QSL móvel, consistência elástica, indolor, sem alterações cutâneas ou axilares. Mama esquerda sem alterações. Ultrassonografia mamária: nódulo sólido, ovalado, bem delimitado, hipoecoico, homogêneo, com eixo paralelo à pele, sem sombra acústica posterior, medindo 28 x 18 x 22 mm em mama direita. Ausência de vascularização significativa ao Doppler. Linfonodos axilares de aspecto habitual bilateralmente. Considerando o contexto clínico de lactação e as características da lesão, qual a conduta mais adequada?