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Segundo Dalgalarrondo (2019, p.9), “a psicopatologia é, não se deve esquecer, uma linguagem, um idioma; e, como já assinalou o grande psicopatólogo francês Philippe E. A. Chaslin (1857-1923), uma ciência bem feita necessita de um idioma bem construído, claro, compreensível e honesto para a comunicação dos fatos clínicos”. O psicodiagnóstico é a área desenvolvida pela psicologia clínica que representa, de fato, um importante meio de auxílio ao diagnóstico psicopatológico. Esta área tem feito grandes contribuições a quase todos os aspectos da psicopatologia por meio da utilização dos melhores instrumentos disponíveis para o psicodiagnóstico, contudo, é necessário salientar que o campo da avaliação psicológica é um amplo processo de investigação que envolve a integração de informações provenientes de diversas fontes, dentre elas, testes, entrevistas, observações e análise de documentos. A avaliação psicológica “pode” incluir a testagem, que é um processo cuja principal fonte de informação são os testes de diferentes tipos. Dessa forma, no campo da avaliação psicológica, para o psicodiagnóstico, o(a) psicólogo(a) pode utilizar testes de diferentes tipos. Marque a alternativa que, de forma CORRETA, identifica alguns dos instrumentos utilizados na prática clínica diária pelo(a) psicólogo(a):
Segundo Dalgalarrondo (2019, p.535), nos instrumentos estruturados com perguntas para avaliar a personalidade, há, na maior parte das vezes, questões que não deixam claro se a característica investigada é de algo atual ou de algo realmente presente e estável ao longo da vida. Por exemplo, afirmações como “sou comunicativo”, “confio no que as pessoas dizem”, “gosto de manter a rotina”, “sou uma pessoa nervosa” (essas questões são da Bateria Fatorial de Personalidade [BFP], do modelo Big Five), em uma pessoa em estado depressivo, maníaco ou com quadro paranoide, não irão captar a personalidade presente ao longo da vida do indivíduo, mas antes seu estado mental atual. O mesmo é verdadeiro para os testes projetivos, que podem captar o estado atual, momentâneo. Portanto, é muito importante, nas avaliações de personalidade, tomar as seguintes precauções, para que a avaliação reflita a personalidade ao longo da vida, e não o estado atual (marque a alternativa INCORRETA):
São diversos os atos impulsivos e compulsivos de natureza sexual. Segundo Dalgalarrondo (2019, p.335), eles foram classicamente descritos como perversões sexuais, preferindo-se hoje os termos parafilia e atos impulsivos e compulsões sexuais, pois a designação “perversão” tem conotação moral, fortemente negativa e depreciativa na linguagem comum. Fazem parte dos transtornos parafílicos, que podem incluir atos impulsivos e/ou compulsivos elencados no Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais (DSM-5, 2014), EXCETO:
Segundo Dalgalarrondo (2019, p.496), a teoria psicanalítica desenvolvida por Freud tem repercussões muito influentes sobre como se compreende a personalidade humana. Além disso, a maior parte dos testes projetivos de personalidade utiliza em parte ou na sua totalidade abordagens e conceitos oriundos da psicanálise freudiana. Pode-se concordar ou não com as perspectivas e teorias de Freud sobre o ser humano; não se pode, entretanto, desconhecê-las. Para Freud, a personalidade (ele usa para o que atualmente chamamos “personalidade” as palavras alemãs Charakter – caráter, ou Typen – tipos) se desenvolve marcada pelo modo como a criança é gratificada em termos de sua libido (compreendida como energia “vital-sexual”). A libido na criança passa por diversas fases; ela está concentrada inicialmente no prazer oral relacionado com a amamentação. Com base no enunciado, assinale a alternativa que, de forma CORRETA, complementa a ideia proposta por Freud para se compreender a personalidade humana:
Segundo Whitbourne e Halgin (2015, p.72), as perspectivas teóricas, as orientações ao entendimento das causas de comportamento humano e o tratamento da anormalidade subjacentes orientam a pesquisa e o trabalho clínico em psicopatologia. Os psicólogos que trabalham com base na perspectiva psicodinâmica: