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Servidor público federal,35 anos, analista de sistemas, comparece à perícia oficial em saúde solicitando horário especial por deficiência e caracterização de deficiência para fins previdenciários. Apresenta laudo particular com diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) nível 1, realizado há 6 meses. Durante a avaliação, descreve detalhadamente dificuldades na interação social e sensibilidade sensorial, citando literatura científica sobre o tema. Entretanto, a observação clínica evidencia adequação do comportamento social, reciprocidade na comunicação e flexibilidade cognitiva preservada. Histórico social, acadêmico e profissional demonstra excelente desempenho, embora tenha queixas subjetivas importantes. Avaliação neuropsicológica particular apresenta resultados heterogêneos, com preservação da maioria dos domínios cognitivos.
Considerando a Lei 13.146/2015 (Estatuto da Pessoa com Deficiência), a Classificação Internacional de Funcionalidade (CIF) e os parâmetros técnicos para avaliação biopsicossocial da deficiência, a conduta pericial mais apropriada para esse servidor é
Gestante primigesta,29 anos, idade gestacional de 8 semanas, apresenta recorrência de quadro depressivo grave com ideação suicida estruturada. História pregressa evidencia transtorno depressivo maior com remissão completa após uso de fluoxetina 60mg/dia por 2 anos, tendo descontinuado a medicação ao descobrir a gravidez. Escala de Depressão Pós-Parto de Edinburgh = 22/30.
Considerando a história prévia, os riscos da depressão não tratada na gestação e as evidências contemporâneas sobre o uso de psicofármacos no período gestacional, a conduta terapêutica mais apropriada neste momento é
Paciente feminina,24 anos, é trazida ao serviço de emergência manifestando quadro neuropsiquiátrico subagudo caracterizado por alterações comportamentais proeminentes, disautonomia, movimentos involuntários paroxísticos e disfunção cognitiva flutuante. Apresenta instabilidade autonômica significativa (PA = 170/100mmHg, FC = 135bpm, temperatura = 38.5°C). A investigação evidencia: anticorpos anti-receptor NMDA positivos em título significativo (1:320) no líquor; eletroencefalograma demonstrando atividade delta rítmica organizada.
Considerando a gravidade desse quadro, a necessidade de múltiplas intervenções terapêuticas e a importância do estabelecimento de prioridades no manejo, a conduta mais apropriada é
Adolescente feminina,15 anos, é trazida à avaliação psiquiátrica pela mãe após descoberta de múltiplas lesões autoinfligidas em antebraços e coxas. Apresenta histórico de três meses de isolamento social, queda no desempenho escolar e episódios de intoxicação alcoólica. Na entrevista inicial, mostra-se hostil à presença materna, mas estabelece boa vinculação com o entrevistador quando atendida sozinha. Relata sentimentos crônicos de vazio, medo intenso de abandono e histórico de relacionamentos interpessoais instáveis. Nega ideação suicida estruturada atual, mas admite pensamentos recorrentes de morte. Faz uso de cannabis nos finais de semana e experimentou cocaína recentemente.
Considerando a complexidade do quadro clínico e a fase do desenvolvimento, a conduta inicial mais apropriada para esse caso é
Adolescente masculino,16 anos, estudante do segundo ano do ensino médio, é trazido para avaliação psiquiátrica após episódio de agressão física contra colega na escola. O evento ocorreu durante intervalo das aulas, quando ambos haviam consumido bebida alcoólica. A coordenação escolar relata histórico de comportamento desafiador, queda recente no desempenho acadêmico e suspeitas de uso frequente de álcool. Na entrevista inicial, mostra-se defensivo, mas gradualmente estabelece rapport, admitindo consumo regular de álcool nos finais de semana, com episódios de binge drinking. Nega outros problemas disciplinares graves, mas relata participação frequente em brigas quando intoxicado.
Considerando os aspectos desenvolvimentais, os fatores de risco e a necessidade de intervenção preventiva, a conduta inicial mais apropriada para esse paciente é