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TEXTO IV
Discussão – o que é isso?

A palavra discussão tem sentido bastante controverso: tanto pode indicar a hostilidade de um confronto insanável (“a discussão entre vizinhos acabou na delegacia”) como a operação necessária para se esclarecer um assunto ou chegar a um acordo (“discutiram, discutiram e acabaram concordando”). Mas o que toda discussão supõe, sempre, é a presença de um outro diante de nós, para quem somos o outro. A dificuldade geral está nesse reconhecimento a um tempo simples e difícil: o outro existe, e pode estar certo, sua posição pode ser mais justa do que a minha.
Entre dois antagonistas há as palavras e, com elas, os argumentos. Uma discussão proveitosa deverá ocorrer entre os argumentos, não entre as pessoas dos contendores. Se eu trago para uma discussão meu juízo já estabelecido sobre o caráter, a índole, a personalidade do meu interlocutor, a discussão apenas servirá para a exposição desses valores já incorporados em mim: quero destruir a pessoa, não quero avaliar seu pensamento. Nesses casos, a discussão é inútil, porque já desistiu de qualquer racionalização.
As formas de discussão têm muito a ver, não há dúvida, com a cultura de um povo. Numa sociedade em que as emoções mais fortes têm livre curso, a discussão pode adotar com naturalidade uma veemência que em sociedades mais “frias” não teria lugar. Estão na cultura de cada povo os ingredientes básicos que temperam uma discussão. Seja como for, sem o compromisso com o exame atento das razões do outro, já não haverá o que discutir: estaremos simplesmente fincando pé na necessidade de proclamar a verdade absoluta, que seria a nossa. Em casos assim, falar ao outro é o mesmo que falar sozinho, diante de um espelho complacente, que refletirá sempre a arrogância da nossa vaidade.

(COSTA, Teobaldo, inédito)

Entendendo-se a Linguagem como instrumento de interação social num contexto civilizado, deve-se incutir tal processo no âmbito de ensino-aprendizagem de forma ampla. Assim, diante do que fora exposto no texto IV enquanto mensagem, compreende-se que o ato de “discutir”
Leia:

O universo da comunicação vem se ampliando com maior dinamismo, nos últimos anos, para atender à demanda de seus usuários, nas mais diferentes situações de interatividade. Nele estamos inseridos, exercitando nossa linguagem oral e escrita, até mesmo na área digital. Por isso, necessitamos sempre assimilar novos conhecimentos e expressá-los com objetividade e competência.
A construção do pensamento — e sua exposição de forma clara e persuasiva — constitui um dos objetivos mais perseguidos por todo aquele que almeja sucesso na vida profissional e, muitas vezes, pessoal. É evidente que a interlocução comunicativa permite o entendimento, proporciona o intercâmbio de ideias e nos faz refletir e argumentar com maior propriedade em defesa de nossos direitos e deveres como cidadãos.

L. L. Sarmentto. Oficina de redação.5.ª ed. São Paulo: Moderna,2016, p.3 (com adaptações).

Sobre o uso das tecnologias digitais na área educacional, é correto afirmar que estas
Em uma sequência didática, o professor apresenta um problema relacionado ao desperdício de água na comunidade. Os estudantes, organizados em grupos, investigam causas, analisam informações, propõem soluções e apresentam um plano de intervenção. Durante o processo, o professor orienta a pesquisa e oferece devolutivas, sem fornecer previamente uma resposta pronta. A prática descrita caracteriza uma metodologia ativa porque:
Ao iniciar o estudo do sistema respiratório, uma professora identifica que parte da turma acredita que a respiração ocorre apenas nos pulmões e corresponde exclusivamente à entrada e à saída de ar. Em vez de corrigir imediatamente as respostas, ela propõe situaçõesproblema, analisa modelos e relaciona ventilação pulmonar, trocas gasosas e respiração celular. A estratégia adotada é adequada porque:
Em uma escola, o professor organiza as aulas com exposição oral, exercícios de fixação e avaliações centradas na reprodução dos conteúdos transmitidos. Os estudantes ocupam, predominantemente, a posição de ouvintes. Essa prática aproxima-se da tendência pedagógica