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Os PCNs apresentam orientações para uma avaliação formativa, em oposição à tradicional avaliação somativa. Pode-se dizer que em uma avaliação formativa:

A avaliação escolar tradicional ajuda a formar um autoconceito negativo (incapaz, problemático, ignorante, etc.) em milhões de crianças, jovens e adultos. O problema central é o seu uso como instrumento de discriminação e seleção social, na medida em que assume, no âmbito da escola, a tarefa de separar os ‘aptos’ dos ‘inaptos’, os ‘capazes’ dos ‘incapazes’.


É fundamental o entendimento de que o compromisso do professor com a aprendizagem de todos os alunos e a consequente avaliação fazem parte do mesmo processo pedagógico. Qualquer proposta de mudança da realidade avaliativa, passa pela mudança da prática pedagógica.


Portanto, num processo de ensino progressista, a concepção de avaliação deve ser:

A busca de significado para as diferentes dimensões da relação entre educandos e educadores, através da investigação acerca dos aprendizes e das aprendizagens, e a visão de quem tem compromisso com a aprendizagem e quer conhecer para promover, e não para classificar ou julgar, são princípios da avaliação:
Para Celso Vasconcellos, as dificuldades que a avaliação escolar apresenta e as consequências, às vezes, drásticas que podem trazer para a educação são de conhecimento de todos. De um modo geral pode-se dizer que, praticamente, houve uma inversão na sua lógica, ou seja, a avaliação que deveria ser um acompanhamento do processo educacional, acabou tornando-se o objetivo deste processo. Na prática dos alunos e da escola é o famoso “estudar para passar”. O senso comum dos professores parece aceitar a afirmação de que a avaliação está ligada à “estrutura de poder da sociedade” ou que “é coisa do sistema”.
O que se espera de uma avaliação numa perspectiva transformadora é que seus resultados devem servir para:
As práticas avaliativas classificatórias fundam-se na competição e no individualismo, no poder, na arbitrariedade presente nas relações entre professores e alunos. À medida que novos estudos apontam para o caráter interativo e intersubjetivo da avaliação, alertam também para a necessidade de práticas dialógicas entre todos os envolvidos no processo. Nesse sentido, é essencial dar importância: