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Pierre Bourdieu afirma que

"Os sistemas simbólicos cumprem a função política de instrumentos de imposição e de legitimação da dominação, contribuindo para assegurar a dominação de uma classe sobre outra (violência simbólica), dando o reforço da sua própria força às relações de força que as fundamentam."

BOURDIEU, Pierre. O poder simbólico. 2. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1989, p. 11.

A partir da análise bourdiana, a violência simbólica constitui um importante mecanismo de reprodução das desigualdades sociais, pois atua sobre as formas pelas quais os sujeitos percebem, classificam e legitimam a ordem social. Com base nessa perspectiva, assinale a alternativa correta. 
Considere as diferentes contribuições teóricas mobilizadas pela Antropologia aplicada às instituições contemporâneas, articulando análises sobre burocracia, configurações administrativas latino-americanas e dimensões simbólicas da legitimidade institucional. Sobre essas formulações e suas articulações teóricas, assinale a alternativa correta.
Em um diagnóstico institucional realizado em órgão público, uma analista identifica que o sistema interno de classificação documental categoriza determinadas demandas cidadãs como “reclamações”, outras como “denúncias” e ainda outras como “sugestões”, sendo cada categoria submetida a fluxos distintos de tramitação, prazos diferenciados e níveis variados de visibilidade institucional. A analista observa que a categorização inicial das demandas condiciona substantivamente seu tratamento subsequente. Sobre a dimensão analítica das taxonomias institucionais evidenciada nessa situação, assinale a alternativa correta.
Leia o trecho a seguir.

Em cidades com histórias muito diferentes, o centro histórico é um fragmento fundamental da memória pública. Quando se reivindica um espaço histórico, recupera-se uma interpretação específica da história, do ponto de vista de um grupo social específico. E assim, os grupos que conseguiram recuperar um espaço histórico e impor sua interpretação de uma narrativa da história pública também reivindicam o espaço físico dessa narrativa. No mais simples sentido material, um grupo pode proteger sua própria área, excluindo outros grupos, ao reivindicar o ambiente construído. Em Nova York, Boston e Filadélfia, grupos de classe média criaram leis que protegiam o ambiente construído contra a reestruturação das cidades. Queriam defender o espaço físico do centro como memória da cultura do passado e como instrumento contrário aos marginais que ocupavam as ruas e destruíram os prédios do centro.

Adaptado de ZUKIN, Sharon. “Paisagens do século XXI: notas sobre a mudança social e o espaço urbano”. In: Arantes, A. O espaço da diferença. Campinas, Papirus,2000, pp.109-110.

Com base no trecho, é correto afirmar que a preservação dos centros urbanos responde a
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Considere o fragmento a seguir:
Recusar a irredutível necessidade de uma ordem política enquanto tal, negar, em especial, que as relações de poder sejam condição de funcionamento de qualquer cidade moderna, é sem dúvida a mais generosa das tentações, mas também uma das mais perigosas. Tentação compreensível, pois temos certamente todas as desculpas para assimilar poder à extorsão. Nasce daí a ideia de extirpar, de vez por todas, o poder político. Ideia radical, que foi revigorada nos dias de hoje: o espetáculo dos totalitarismos tem de tudo para fazer-nos inimigos de qualquer poder, isto é, libertários. No século XIX, esta ideia se impunha por uma razão diferente: a preponderância, evidenciada, do econômico, inclinava os espíritos a considerar a instância do poder político como arcaica e supérflua.
(LEBRUN, Gérard. O que é poder. São Paulo: Brasiliense,2004. p.42.)

No livro “O que é poder”, Gérard Lebrun enfrenta diferentes modos de conceituação do poder na teoria política e social com o objetivo de aclarar, em suas palavras, “alguns preconceitos e abandonar algumas evidências”. Para Lebrun, é correto afirmar que:
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