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A formação territorial brasileira esteve associada a processos históricos nos quais a expansão das atividades econômicas e a incorporação de novas regiões ao circuito produtivo ocorreram em ritmos desiguais, produzindo configurações espaciais heterogêneas. No caso brasileiro, a constituição do território não pode ser compreendida apenas como resultado da expansão geográfica ou da ocupação progressiva do espaço, mas deve ser analisada à luz das relações sociais que orientaram esse processo.

FERNANDES, Florestan. A revolução burguesa no Brasil: ensaio de interpretação sociológica. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1975. Adaptado.

A partir das informações contidas no texto e dos conhecimentos sobre a interpretação sociológica do Brasil, a formação territorial brasileira
A abolição da escravidão no Brasil não representou a integração da população negra à sociedade de classes, mas sua exclusão das condições materiais necessárias à participação social. Sem acesso à terra, ao trabalho estável e à educação, os libertos foram lançados à marginalidade econômica e social. O negro foi lançado à própria sorte, o que explica sua marginalização no período posterior à abolição.

FERNANDES, Florestan. A integração do negro na sociedade de classes: o legado da "raça branca". v. 1. 5. ed. São Paulo: Globo, 2008. Adaptado.

Compreender a abolição da escravidão no Brasil exige ultrapassar a leitura simplista que a define exclusivamente como um ato jurídico da Lei Áurea, e considerar suas implicações históricas na reorganização das relações sociais.

Nessa perspectiva, a reorganização social do Brasil pós-abolição foi caracterizada pela
Sobre a Educação das Relações Étnico-Raciais no contexto escolar, assinale a alternativa correta.
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De acordo com as informações e dados estatísticos apresentados no relatório, a análise das condições de permanência dos estudantes universitários permite estabelecer o seguinte pressuposto de natureza sociocultural:
Em uma pesquisa sobre representações midiáticas de comunidades periféricas brasileiras, uma analista observa que determinadas narrativas televisivas, cinematográficas e jornalísticas articulam sistematicamente os moradores investigados a atributos depreciativos, folclorização cultural e associação recorrente com violência e marginalidade. Acerca da interpretação analítica do fenômeno descrito, podemos afirmar que: