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Leia o excerto a seguir:


[...] o desenvolvimento requer que se removam as principais fontes de privação de liberdade: pobreza e tirania, carência de oportunidades econômicas e destituição social sistemática, negligência dos serviços públicos e intolerância ou interferência excessiva de Estados repressivos. A despeito de aumentos sem precedentes na opulência global, o mundo atual nega liberdades elementares a grande número de pessoas – talvez até mesmo à maioria. Às vezes, a ausência de liberdades substantivas relaciona-se diretamente com a pobreza econômica, que rouba das pessoas a liberdade de saciar a fome, de obter uma nutrição satisfatória ou remédios para doenças tratáveis, a oportunidade de vestir-se ou morar de modo apropriado, de ter acesso a água tratada ou ao saneamento básico. Em outros casos, a privação de liberdade vincula-se estreitamente à carência de serviços públicos e assistência social, como, por exemplo, a ausência de programas epidemiológicos, de um sistema bem planejado de assistência médica e educação ou de instituições eficazes para a manutenção de paz e da ordem locais. Em outros casos, a violação da liberdade resulta diretamente de uma negação de liberdades políticas e civis por regimes autoritários e de restrições impostas à liberdade de participar da vida social, política e econômica da comunidade [...]


SEN, Armatya. Desenvolvimento como liberdade. São Paulo: Companhia das Letras, 2000. P. 18.



O excerto faz referência à teoria do Desenvolvimento como Liberdade, proposta por Armatya Sen, economista, ganhador do Prêmio Nobel de Economia de 1998. Segundo essa teoria, 

A desigualdade de rendimento entre grupos raciais no Brasil é evidenciada por pesquisas oficiais do IBGE que apontam diferenças salariais no mercado de trabalho.
Assinale a alternativa correta em relação ao tema.
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A partir das informações contidas no texto e dos conhecimentos sobre a formação social e econômica do Brasil, o contexto socioeconômico brasileiro se caracteriza essencialmente pela manutenção da
A sociedade brasileira passou por importantes transformações políticas, econômicas, sociais e culturais nas últimas décadas. Seus efeitos podem ser observados nas instituições, nas relações de trabalho, na organização territorial, nas formas de participação social e nas condições de vida de diferentes grupos da população. Considerando as relações entre mudanças e permanências na história recente do Brasil, qual interpretação está correta?
Nas últimas décadas, duas críticas se consolidaram no campo da Sociologia Ambiental contra explicações genéricas e despolitizadas da crise ecológica contemporânea. A primeira delas questiona a ideia de que a degradação ambiental atingiria a todos os grupos sociais de maneira equivalente, evidenciando que a exposição a riscos ambientais – poluição industrial, resíduos tóxicos, escassez hídrica, eventos climáticos extremos – segue padrões de distribuição desigual associados a marcadores sociais e raciais. A segunda crítica volta-se contra a atribuição da crise climática à humanidade como espécie de forma homogênea e indiferenciada, propondo, em seu lugar, uma explicação centrada na lógica histórica de um sistema econômico específico.

Considerando essas duas críticas – associadas, respectivamente, aos debates sobre racismo ambiental e sobre o conceito de Capitaloceno –, assinale a alternativa correta.