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A Declaração Universal dos Direitos Humanos, aprovada em 1948 durante uma Assembleia Geral da ONU, foi elaborada em um contexto de reconstrução política e humanitária após as duas guerras mundiais, o Holocausto e a experiência dos regimes totalitários europeus. Mais do que um documento jurídico, a Declaração Universal dos Direitos Humanos representou um marco na tentativa de redefinir o estatuto do humano e da cidadania frente às barbáries do século XX.
Considerando esse contexto e o debate historiográfico pertinente sobre o tema, constata-se que:

Os ideais iluministas da razão, da liberdade e da igualdade perante a lei inspiraram o modelo de cidadania moderna. No Brasil, tais princípios influenciaram a formação do Estado republicano, mas, em um contexto marcado por desigualdades sociais, raciais e políticas alguns tornaram-se mais iguais e livres que outros.


Considerando a relação entre o ideário iluminista e a configuração da cidadania brasileira entre o final do século XIX e meados do século XX, pode-se dizer que:

A partir da segunda metade do século XX, correntes como a História Oral e a História do Cotidiano ampliaram as possibilidades das análises historiográficas e suas fontes ao incorporar sujeitos antes marginalizados e dimensões subjetivas da experiência social. Tais abordagens, no entanto, trouxeram novos desafios metodológicos e epistemológicos quanto à natureza da memória, ao papel do historiador e à relação entre experiência individual e processos coletivos.


Considerando as discussões historiográficas contemporâneas sobre o uso da memória e das práticas cotidianas como fontes históricas, a alternativa correta é:

"[...] o que não se perdoa a Hitler não é o crime em si, o crime contra o homem, não é a humilhação do homem em si, é o crime contra o homem branco, a humilhação do homem branco e o ter aplicado à Europa processos colonialistas a que até aqui só os árabes da Argélia, os 'coolies' da Índia e os negros de África estavam subordinados (CÉSAIRE,2020).”


Com base no trecho acima e na historiografia pertinente sobre o tema, pode-se afirmar que:

Em diversas sociedades africanas tradicionais, as relações sociais eram ancoradas em estruturas complexas de parentesco e reciprocidade. Tais estruturas que regulavam o trabalho e o acesso à terra teriam sido mantidas mesmo após a expansão militar e comercial dos povos árabes em direção ao continente africano no século VI. Contudo, foi com a invasão europeia que esses sistemas são rompidos e novas formas de exploração e dependência são impostas aos africanos de diversas etnias e grupos culturais.

Sobre as relações entre sociedade, economia e natureza nas sociedades africanas tradicionais, é possível afirmar que: