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As práticas e atuação do profissional de terapia ocupacional na reabilitação de crianças com Transtorno do Espectro do Autismo ocorre a partir de intervenções, com o intuito de aprimorar o desempenho ocupacional em todas as áreas de vida, com o enfoque na demanda principal do paciente. Essas crianças podem apresentar dificuldades na recepção, modulação, integração e organização dos sentidos, o que interfere diretamente na sua habilidade de interagir com pessoas e objetos, resultando em dificuldades no desenvolvimento de atividades lúdicas, ocasionando diminuição da capacidade de planejar e executar atividades motoras e cognitivas e má organização do comportamento. A abordagem de Integração Sensorial, chamada Ayres Sensory Integration, é um tratamento muito utilizado hoje. Analise as afirmativas a seguir.
I- Abordagem que organiza a oferta sensorial adequada ao perfil do indivíduo, gerenciando um equilíbrio entre a demanda sensorial, liberdade de escolha e a necessidade individual, ajustando, assim, o desafio de modo a promover a resposta adaptativa, com o objetivo de atingir as suas necessidades específicas.
II- Destaca-se entre seus objetivos terapêuticos: o desempenho funcional, as capacidades de autorregulação e as habilidades sensório-perceptivo-motoras.
III- Abordagem sistemática que orienta o raciocínio clínico e uma metodologia que enfoca os resultados relacionados à ocupação e revisão, em que aborda um formato necessário, fornecendo um método para descrever o processo de raciocínio, incluindo uma justificativa baseada em dados para decisões de tratamento.
IV- Abordagem clínica e reabilitadora para distúrbios do processamento sensorial, baseada no princípio neurocientífico da plasticidade neural, que defende que as células nervosas se adaptam e modificam seu funcionamento para garantir a sobrevivência.

Quais afirmativas se relacionam ao referido método de atuação?
Existem hoje, disponíveis para uso no Brasil, uma diversidade de instrumentos que podem ser utilizados no processo de avaliação do desenvolvimento infanto-juvenil, a fim de potencializar o processo terapêutico ocupacional e o processo de cuidado como um todo. Marque a opção que apresenta instrumentos utilizados para avaliar apenas o desempenho funcional:
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Este(a) profissional iniciou sua trajetória como terapeuta ocupacional no início da década de 1970. Na época, não havia no Brasil publicações sobre Terapia Ocupacional em Psiquiatria, seu primeiro campo de atuação. Assim, iniciou um processo de formação continuada que abarcou, principalmente, grupos de estudos, estágios e supervisões com psicanalistas, traduções de textos norte-americanos, canadenses e europeus de terapeutas ocupacionais, além de textos de psiquiatras, psicanalistas, sociólogos e antropólogos, que pudessem ajudar a compreender os fenômenos observados e vivenciados na prática clínica. O objetivo do(a) autor(a) não parece ter sido de colocar a prática em moldes externos a ele(ela), em teorias oriundas de outras disciplinas, mas sim, de identificar fenômenos próprios da Terapia Ocupacional e, a partir daí, buscar por generalizações que sustentassem um modo de agir. Seu trabalho baseado na investigação da prática clínica em Terapia Ocupacional de modo a produzir teorias explicativas dos fenômenos da prática e metodologias que sustentassem a assistência culminou na criação do Método Terapia Ocupacional Dinâmica (MTOD). O nome deste (a) profissional é:

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Este importante profissional na história da Terapia Ocupacional brasileira nasceu em 1892, graduou-se em Medicina no Rio de Janeiro em 1912 e fez uma brilhante carreira profissional na Psiquiatria, sempre associada ao pioneirismo. Em 1925, estabeleceu o Instituto de Seleção e Orientação Profissional de Pernambuco, onde logo realizou extensas investigações sobre nível mental e aptidões. Na década de 1930, introduziu a ocupação terapêutica no Nordeste do Brasil, mediante a criação da Assistência a Psicopatas, onde propunha ação multiprofissional intra e extra-hospitalar, integrando atenção preventiva, curativa e de reabilitação (principalmente trabalho agropecuário). Faleceu precocemente em 1943. O nome deste (desta) profissional é:

Poucas escalas de avaliação específicas de Terapia Ocupacional foram elaboradas ou devidamente adaptadas e validadas para o uso no Brasil. Observe os dois grupos de informações a seguir: os identificados por algarismos romanos correspondem a escalas de avaliação criadas no Brasil ou adaptadas e validadas para o uso neste país; já as letras maiúsculas correspondem às características de cada uma das escalas de avaliação. Após ler as informações contidas nos dois grupos, assinale a alternativa correta que apresenta a associação adequada entre as escalas de avaliação já referidas e suas características próprias:


ESCALAS DE AVALIAÇÃO

|- Classificação de idosos quanto à capacidade para o autocuidado (CICAC).

Il- Entrevista da História do Desempenho Ocupacional (EHDO).

Ill- Escala de Observação Interativa de Terapia Ocupacional (EOITO).

IV- Avaliação da Coordenação e Destreza Motora (ACOORDEM).

CARACTERÍSTICAS

A- Este instrumento de avaliação mede mudanças em pacientes ao longo das sessões de Terapia Ocupacional. É uma escala composta por 16 itens (cuidado pessoal, execução de atividades, demonstração de interesse, comunicação verbal, interação social, referência a fatos irreais, alucinações, orientação, psicomotricidade aumentada, linguagem acelerada, irritabilidade, aceitação de limites, expressão de auto-estima e comportamento inabitual). Apresenta três graduações, indicando uma ordem crescente da gravidade nas manifestações psicopatológicas. A avaliação consiste não apenas na observação, mas na interação entre avaliador e paciente. Pode ser usada em enfermarias, hospitais e ambulatórios de Saúde Mental. Porém, seu uso é limitado por avaliar apenas sintomas psiquiátricos.

B- É um teste que detecta transtorno de coordenação motora em crianças de 4 a 8 anos de idade. Os itens de observação direta (áreas de Coordenação e Destreza Manual e de Coordenação Corporal e Planejamento Motor) têm escore numérico, baseado no tempo e acuidade da resposta; e os questionários de pais e professores (Desempenho Funcional em casa e na escola) são pontuados em escala de quatro pontos, indicando a frequência dos comportamentos observados (nunca/raramente, ocasionalmente, frequentemente e sempre). A avaliação ocorre num contexto de brincadeira, visando facilitar a aceitação pelas crianças. Seu processo de validação e confiabilidade foi estudado em 2009.

C- É uma entrevista semi-estruturada formada por duas partes. A primeira parte consiste na própria entrevista, em que é avaliado o desempenho ocupacional do indivíduo no passado e presente de acordo com os itens a seguir: organização das rotinas cotidianas; papéis de vida; interesses, valores e metas; percepção das habilidades e responsabilidades; e influências ambientais. Já na segunda parte, há um formulário padrão que apresenta os resultados da entrevista (pontuação) e a narrativa de história de vida, feita a partir de questões abertas relacionadas aos cinco itens já citados. A versão validada em português foi feita a partir da versão em inglês (original de 1989) não revisada.

D- Este instrumento de avaliação possui duas versões: simplificada e grupal. A grupal é mais longa e o nome foi dado por ter sido ajustada através da contribuição de 15 terapeutas ocupacionais. A versão simplificada constitui-se de 20 questões e a versão grupal,22 questões. Estas referem-se aos seguintes itens: Arranjo Doméstico e Familiar e sua Potencial Rede de Suporte; Perfil Social; Universo Ocupacional e Capacidade Funcional. No item Capacidade Funcional, são avaliadas as Atividades de Vida Diária (básicas e instrumentais), Lazer e Trabalho (remunerado e não-remunerado). Sua validade e confiabilidade foram estabelecidas nas duas versões. O instrumento é bem abrangente e admite a complexidade do sujeito a ser avaliado, porém as duas versões exigem um | tempo longo para sua aplicação.