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Leia o excerto:
... indivíduos costumam ensinar trinômio de 2° grau dando como exemplo a trajetória de um projétil de canhão. Mas estou quase certo que não dizem, nem sequer sugerem, que aquele belíssimo instrumental matemático, que é o trinômio de 2° grau, é o que dá a certos indivíduos — artilheiros profissionais, que provavelmente foram os melhores alunos de matemática da sua turma — a capacidade de dispararem uma bomba mortífera de um canhão para atingir uma população de gente, de seres humanos, carne e osso, emoções e desejos, e matá-los, destruir suas casas e templos, destruir árvores e animais que estejam por perto, poluir qualquer lagoa ou rio que esteja nos arredores. A mensagem implícita acaba sendo: aprenda bem o trinômio do 2° grau e você será capaz de fazer isso. Somente quem faz um bom curso de matemática tem suficiente base teórica para apontar canhões sobre populações.
(Ubiratan D’ambrósio. Etnomatemáticaelo entre as tradições e a modernidade,2015. Adaptado)
O exemplo dado por D’ Ambrósio tem como intenção
A contextualização é uma tarefa imprescindível para o conhecimento histórico. Com base em níveis variados de exigência, das operações mais simples às mais elaboradas, os alunos devem ser instigados a aprender a contextualizar.
(Brasil. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. A Etapa do Ensino Fundamental – História, p.399)
A partir dos pressupostos teóricos que fundamentam a BNCC, identifique atividades relativas à aprendizagem mencionada no fragmento.
Leia o texto:
Na escola, as crianças e os jovens nem sempre fazem articulações quando os conteúdos das disciplinas são tratados de forma estanque. Havendo esse risco, a escola deveria propiciar certa interligação entre os conteúdos para a compreensão de determinada realidade que não é fragmentada, mas prenhe de relações.
(PONTUSCHKA, N. N. et al. Para ensinar e aprender Geografia,2007. Adaptado)
Como forma de superar essa fragmentação do saber, uma das práticas no ensino da Geografia pode ser
Uma universidade, ao revisar os PPCs de suas licenciaturas, identificou que a formação vinha sendo organizada por blocos pouco comunicantes entre si: de um lado, os componentes de fundamentos educacionais; de outro, os componentes específicos da área; e, em paralelo, práticas e estágios frequentemente tratados como momentos de aplicação terminal. A assessoria pedagógica propôs, então, a criação de eixos integradores para enfrentar a fragmentação formativa, sem descaracterizar o rigor das áreas de conhecimento. No debate institucional, surgiram cinco interpretações sobre o que significaria, curricularmente, assumir uma perspectiva interdisciplinar. Assinale a alternativa correta:
Leia o texto a seguir.
Primeiro, verifiquei que a literatura corresponde a uma necessidade universal que deve ser satisfeita sob pena de mutilar a personalidade, porque pelo fato de dar forma aos sentimentos e à visão do mundo ela nos organiza, nos liberta do caos e portanto nos humaniza. Negar a fruição da literatura é mutilar a nossa humanidade. Em segundo lugar, a literatura pode ser um instrumento consciente de desmascaramento, pelo fato de focalizar as situações de restrição dos direitos, ou de negação deles, como a miséria, a servidão, a mutilação espiritual. Tanto num nível quanto no outro ela tem muito a ver com a luta pelos direitos humanos.
CANDIDO, Antonio. Direito à literatura. In CANDIDO, Antonio. Vários escritos. São Paulo: Duas Cidades,1979.
A concepção de literatura como uma necessidade universal capaz de humanizar e servir como instrumento de desmascaramento das injustiças sociais fundamenta o trabalho integrativo de saberes no currículo escolar. Nesse contexto, a principal contribuição da literatura em conjunto com outros saberes para a formação integral do aluno reside em