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Segundo Perrenoud, pode-se enunciar alguns argumentos em favor da profissionalização para o ofício de professor, quais sejam:
I. As condições e os contextos de ensino evoluem cada vez mais depressa, fazendo com que seja impossível viver com as aquisições de uma formação inicial que rapidamente se torna obsoleta e que seja mais realista imaginar que uma formação contínua bem pensada dará novas receitas quando as antigas "não funcionarem mais"; o professor deve tornar-se alguém que concebe sua própria prática para enfrentar eficazmente a variabilidade e a transformação de suas condições de trabalho. II. Se se quer que todos alcancem os objetivos, não basta mais ensinar, é preciso fazer com que cada um aprenda encontrando o processo apropriado. Esse ensino "sob medida" está além de todas as prescrições. III. As competências profissionais são cada vez mais coletivas no âmbito de uma equipe ou de um estabelecimento, o que requer sólidas competências de comunicação e de conciliação, logo, de regulação reflexiva.
Quais estão corretas?
Para Perrenoud, qualquer um que é projetado numa situação difícil, sem formação, desenvolve uma atitude reflexiva por necessidade. Os professores cujas competências disciplinares, didáticas e transversais são frágeis, arriscam-se, no cotidiano, a perder o domínio de sua aula e tentam, então, desenvolver estratégias mais eficazes, aprendendo da experiência. É preciso, então, ancorar a prática reflexiva sobre uma base de competências profissionais. Com base nessas informações, assinale a alternativa que NÃO corresponde a uma competência desenvolvida pelo autor.
TEXTO 06 A avaliação é parte constitutiva do processo de ensinagem e aprendizagem intrinsecamente ligados às diversas concepções de educação em seus diferentes contextos. Historicamente e sociologicamente, a avaliação da aprendizagem ainda consiste numa prática aprisionada ao modelo de exames escolares. Mudar isso, é aprender um novo modo de ser e de agir abrindo mão de conceitos e ações impregnadas em crenças conscientes e inconscientes, ou seja, "aprender a avaliar a aprendizagem", é tarefa imprescindível à todos educadores. LUCKESI, C. C. Avaliação da aprendizagem escolar: estudo e preposições. 1. ed. são Paulo: Cortez, 2013.
TEXTO 07 Uma nova perspectiva de avaliação da aprendizagem exige uma retomada do processo sobre o ponto de vista mais problemático, a ampliação contraditória entre o discurso e a prática dos educadores. Decorrente de seu processo histórico, a avaliação da aprendizagem configurase como "mito e desafio". Mito, em decorrência de sua história ao longo dos anos, ao perpetuar os fantasmas do controle e do autoritarismo e como desafio pelas sucessivas desmistificações que ao desestabilizar essa historicidade reconduz as reflexões em torno dos pressupostos teóricos que fundamentam a avaliação e ressignificam as práticas rotineiras. HOFFMANN, J.M.L. Avaliação: mito e desafio: uma perspectiva construtivista. 41.ed. Porto Alegre: Mediação, 2011.
A partir de uma nova perspectiva de avaliação por uma prática docente crítica e construtiva à luz dos fragmentos textuais dos autores acima, avalie as afirmações a seguir:
I. A desmistificação da avaliação como mito enquanto instrumento de controle e autoritarismo só é possível no desestabilizar das práticas rotineiras e automatizadas a partir de uma tomada de consciência coletiva sobre o significado da prática. II. Para que o ato de avaliar cumpra a sua função deverá estar pautada em princípios emancipatórios para uma educação humanizadora e de qualidade alicerçada em três elementos variáveis que compõe a compreensão constitutiva da avaliação: juízo de qualidade, dados relevantes da realidade e tomada de decisão. III. Aprender a avaliar significa aprender os conceitos teóricos sobre avaliação, mas concomitante a isso, aprender a praticar a avaliação, traduzindo-a em atos do cotidiano. IV. A avaliação numa concepção construtivista é uma apreciação quantitativa sobre dados relevantes do processo de aprendizagem que subsidia o professor a tomar decisões sobre o seu trabalho. V. Reconstruir a avaliação numa perspectiva construtiva e libertadora exige uma ação consensual, no sentido de revisão do significado político das exigências burocráticas dos sistemas municipais, estaduais e federal de educação.
É correto o que se afirma em:
O jogo tem um papel importante na vida da criança. O jogo está estritamente relacionado com o processo evolutivo do pensamento, “jogar é pensar” (PIAGET, 1975). Em relação à utilização de jogos como ferramenta de ensino e aprendizagem, é CORRETO afirmar.
LUCKESI ressalta que o papel da avaliação é diagnosticar a situação da aprendizagem, tendo em vista subsidiar a tomada de decisão para a melhoria da qualidade do desempenho do educando. Dentro desse contexto, a avaliação é :