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Lev Vygotsky, em seus estudos sobre a defectologia, propôs conceitos fundamentais para compreender o desenvolvimento da criança com deficiência, rejeitando a visão puramente biológica do déficit. Ao planejar intervenções na Sala de Recursos, o professor deve focar não na falha orgânica, mas nas possibilidades de superação mediadas pela cultura. Nesse contexto, o conceito vygotskiano que descreve o caminho indireto de desenvolvimento, onde a criança utiliza ferramentas culturais (como a Libras ou o Braille) para alcançar objetivos que o aparato biológico impedido não permite diretamente, é denominado:
Jean Piaget e Lev Vygotsky oferecem bases teóricas distintas, mas complementares, para entender a aprendizagem. Na educação especial, compreender essas teorias ajuda a fundamentar a prática. Assim, analise as afirmativas a seguir.
I.Para Piaget, o desenvolvimento cognitivo ocorre em estágios universais (sensório-motor, pré-operatório, etc.); no entanto, a criança com deficiência pode apresentar um ritmo diferente, exigindo que o professor ofreça desequilíbrios cognitivos adequados ao seu estágio atual.
II.Vygotsky enfatiza a importância da mediação e da linguagem; para ele, a deficiência cria uma 'situação social de desenvolvimento' única, onde o aprendizado impulsiona o desenvolvimento através da Zona de Desenvolvimento Proximal (ZDP).
III.Ambos os autores defendem que a aprendizagem da criança com deficiência depende exclusivamente da maturação biológica do sistema nervoso, sendo inútil a intervenção pedagógica antes que o cérebro esteja biologicamente 'pronto'.
Assinale a alternativa que apresenta somente as proposições CORRETAS: 
Ao compreendermos que a aprendizagem é um fenômeno histórico-cultural mediado pela linguagem, constituído no interior das práticas sociais e articulado às condições concretas da vida coletiva, entendemos que as contribuições de Vygotsky para a psicologia da educação: 
As contribuições de Jean Piaget à psicologia da educação e à epistemologia genética fundamentaram importantes reflexões sobre o desenvolvimento cognitivo e suas implicações no campo pedagógico. Assim, podemos observar que:
Imagine um professor na Educação Infantil observando seu grupo de crianças durante uma roda de conversa. Entre perguntas espontâneas, gestos, risadas e pequenas narrativas do cotidiano, ele percebe que cada troca ali não é apenas fala solta — é construção ativa de sentidos, negociação, escuta e expressão. Nesse movimento vivo, a linguagem não aparece como simples transmissão de informações, mas como um tecido de relações que sustenta o aprender. Nesse cenário, e dialogando com as perspectivas de Vygotsky, Bakhtin e Bruner, além das orientações dos documentos curriculares contemporâneos, torna-se possível afirmar que: