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Como falar em instinto materno, quando sabemos que o infanticídio é um fato muito comum entre diversos grupos humanos? Tomemos o exemplo das mulheres Tapirapé, tribo Tupi do Norte do Mato Grosso, que desconheciam quaisquer técnicas anticoncepcionais ou abortivas e eram obrigadas, por crenças religiosas, a matar todos os filhos após o terceiro. Tal atitude era considerada normal e não criava nenhum sentimento de culpa entre as praticantes do infanticídio.
Laraia, R.B. Cultura, um Conceito Antropológico. Rio de Janeiro: 2009.

No trecho acima, o autor faz uma crítica ao:
“[...] são afirmações provisórias ou uma solução possível a respeito do problema colocado em estudo (SANTOS,2004 apud MINAYO,1994) [...] não constituem os pressupostos de estudo, porque estes já estão confirmados pela literatura, constituindo o acervo de evidências prévias sobre a questão” (SEVERINO,2002 apud MINAYO,1994).
Um item importante que compõe um projeto de pesquisa expresso pelo texto é:
Em relação às competências e habilidades do currículo do Distrito Federal para o componente curricular de sociologia no Ensino Médio e para a área de ciências humanas e sociais aplicadas no Ensino Médio, julgue o item.

Por meio da sociologia, os jovens não adquirem uma linguagem especial para debater sistematicamente temas importantes, uma vez que tal campo de conhecimento não lhes oferece ferramentas de reconstrução de modos de pensar.
Em relação às competências e habilidades do currículo do Distrito Federal para o componente curricular de sociologia no Ensino Médio e para a área de ciências humanas e sociais aplicadas no Ensino Médio, julgue o item.

A área de ciências humanas e sociais aplicadas buscou sequenciar as aprendizagens de forma a distanciar-se do Ensino Fundamental, a fim de que não haja repetições desnecessárias, durante os três anos de Ensino Médio, de tudo o que já está previsto para ser ensinado nos nove anos da etapa anterior.

Sobre racismo estrutural, leia a citação a seguir:


“É verdade que o Brasil é diferente, mas nada é mais equivocado do que concluir que por isso não somos um país racista. É preciso identificar os mitos que fundam as peculiaridades do sistema de opressão operado aqui, e certamente o da democracia racial é o mais conhecido e nocivo deles. Concebido e propagado por sociólogos pertencentes à elite econômica na metade do século XX, esse mito afirma que no Brasil houve a transcendência dos conflitos raciais pela harmonia entre negros e brancos, traduzida na miscigenação e na ausência de leis segregadoras. O livro Casagrande & senzala, de Gilberto Freyre, tornou-se um clássico mundial com a exportação dessa tese (...), mas é preciso ler Freyre criticamente, indo na contramão daqueles que, estimulados pela naturalização da miscigenação forçada durante o período colonial, perpetuam o mito da democracia racial. Essa visão paralisa a prática antirracista, pois romantiza as violências sofridas pela população negra ao escamotear a hierarquia racial com uma falsa ideia de harmonia.” (Djamila Ribeiro, 2019)


Diante do exposto, assinale a alternativa incorreta.