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Nacarato, Passos e Mengali (2019) afirmam se distanciar da perspectiva apresentada nos PCN (Parâmetros Curriculares Nacionais) a respeito de um importante procedimento matemático. As autoras preferem a concepção defendida por Parra, conforme o seguinte excerto adaptado:

    Trata-se de um conjunto de procedimentos em que, uma vez analisados os dados a serem tratados, estes se articulam, sem recorrer a um algoritmo preestabelecido para obter resultados exatos ou aproximados. Seus procedimentos apoiam-se nas propriedades do sistema de numeração decimal e nas propriedades das operações, e colocam em ação diferentes tipos de escrita numérica, assim como diferentes relações entre os números

O conjunto de procedimentos definido nesses termos pelas autoras refere-se, especificamente, ao que se denomina
A partir do que defende Jófili (2002), um educador que queira se caracterizar como um professor construtivista deve buscar, em suas estratégias e técnicas de ensino,
Leia o excerto a seguir, extraído de Paulo Freire (2019):

    “É exatamente neste sentido que ensinar não se esgota no “tratamento” do objeto ou do conteúdo, superficialmente feito, mas se alonga à produção das condições em que aprender criticamente é possível. E essas condições implicam ou exigem a presença de educadores e de educandos criadores, instigadores, inquietos, rigorosamente curiosos, humildes e persistentes. Faz parte das condições em que aprender criticamente é possível a pressuposição por parte dos educandos de que o educador já teve ou continua tendo experiência da produção de certos saberes e que estes não podem a eles, os educandos, ser simplesmente transferidos. Pelo contrário, nas condições de verdadeira aprendizagem os educandos vão se transformando em reais sujeitos da construção e da reconstrução do saber ensinado, ao lado do educador, igualmente sujeito do processo. Só assim podemos falar realmente de saber ensinado, em que o objeto ensinado é apreendido na sua razão de ser e, portanto, aprendido pelos educandos”.

Esse é o contexto em que o autor defende que ensinar exige
A partir de resultados de pesquisa sobre as concepções de diferença presentes nas práticas pedagógicas, Candau (2011) conclui que há uma tendência a ver a diferença como um problema a ser superado. Segundo a autora, essa perspectiva é reforçada por uma lógica predominante na cultura escolar: a lógica 
Ana é uma jovem professora, cuja formação inicial como docente valorizava as metodologias ativas na promoção da autonomia dos estudantes. Ao estudar o artigo de Berbel (2011), ela grifou o seguinte trecho: “Uma só forma de trabalho pode não atingir a todos os alunos na conquista de níveis complexos de pensamento e de comprometimento em suas ações, como desejados, ao mesmo tempo e em curto tempo”. Diante disso, a professora deve compreender que é preciso que ela, em sua prática de sala de aula, busque