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Em relação às dimensões de conteúdo atitudinal, conceitual e procedimental, as estratégias realizadas, em cada momento pedagógico, possibilitaram ao professor avaliar a capacidade de
Participando de um seminário proposto pela professora de Educação Física, um grupo escolheu como tema A busca pelo padrão de beleza. A professora entregou para o grupo a seguinte orientação, que deveria ser a base da apresentação:

“Abordar como as ferramentas de edição de fotos mais utilizadas nas redes sociais alteram nossas imagens de acordo com um padrão de beleza que exclui a maior parte das pessoas. Ganhar peso e envelhecer são dois acontecimentos demasiadamente humanos que, nas redes sociais, são mistificados e escondidos, mostrando a aparência mística de um corpo presentificado, magro, enloirecido, alto, espelhando um padrão idealizado do sujeito europeu”.
Na apresentação do seminário, o grupo fez uma performance ilustrando o uso de medicamentos para emagrecimento rápido e a edição corporal por meio de aplicativos de imagem. Ao final da encenação, o grupo propôs o debate a partir da seguinte questão problematizadora: Como a busca por padrões de beleza impulsionados por tecnologias e mídias digitais afeta a autoestima, a saúde e a construção da identidade corporal de adolescentes?

De acordo com a situação descrita, qual ação pedagógica converge com a perspectiva do seminário?
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Qual ação permite a avaliação do protagonismo dos estudantes na análise das influências das mídias digitais na corporeidade?
Ao longo do tempo, a Educação Física escolar no Brasil foi influenciada por modelos que padronizavam os corpos e as práticas, reforçando estereótipos ligados ao corpo ideal: jovem, magro, atlético, branco, saudável e heterossexual. Tais estereótipos não consideravam as diferenças sociais, culturais e identitárias dos estudantes. Por outro lado, as abordagens críticas propõem uma ressignificação do trato com o corpo, defendendo práticas pedagógicas que promovam a autonomia, o respeito à diversidade e a inclusão no ambiente escolar. Com o avanço das abordagens críticas na área, passou-se a compreender as dimensões históricas, filosóficas, sociológicas e antropológicas da Educação Física e o corpo como uma construção histórica, social e cultural, e não apenas como uma máquina biológica. Nesse sentido, tornou-se essencial repensar o trato pedagógico com os corpos — especialmente os corpos gordos, negros, com deficiência, LGBTQIAPN+, entre outros. Diante disso, uma professora do Ensino Médio de uma escola pública trabalhou o tema Diversidades e, ao observar algumas dinâmicas desenvolvidas durante uma das aulas, percebeu que alguns estudantes sentiam-se excluídos ou constrangidos com práticas em que suas diferenças corporais eram expostas. Ao identificar isso, decidiu reformular suas estratégias pedagógicas com base em uma perspectiva crítica e inclusiva da Educação Física que respeite os diferentes corpos e histórias.

Considerando a diversidade dos corpos e a construção da autonomia dos estudantes, qual ação pedagógica compete ao professor de Educação Física?
Uma professora de Educação Física foi aprovada em um concurso público. Ao longo do processo de ingresso na instituição, observou alguns espaços-tempo da cultura escolar. Em virtude dessa imersão inicial, pôde constatar algumas representações sociais relativas às violências simbólicas e psicológicas, assim como alguns conflitos que culminavam em agressões. Ciente da existência de um cenário propenso a manifestações de violências, propôs um trabalho pedagógico com base no conteúdo de lutas cujo objetivo consistiu em problematizar os comportamentos hostis ou ações violentas. Em um primeiro momento, registrou as associações entre briga, violências e o sentido das lutas às aulas de Educação Física, utilizando o programa Word Cloud para produzir uma Nuvem de Palavras, conforme as respostas dos estudantes nos smartphones. Em seguida, propôs uma reflexão presente na obra Pedagogia das lutas/artes marciais: do ambiente de jogo à sistematização do ensino, cuja ideia sugere a comparabilidade da presença de atos violentos nos estádios e nas torcidas organizadas de futebol, bem como no âmbito das competições de lutas, revelando a incidência predominante no futebol. No plano das experiências corporais, promoveu diferentes jogos de oposição, explorando os princípios e a lógica situacional das diversas modalidades de lutas e artes marciais existentes, seguindo as orientações do referido livro, e incluindo as criações e as transformações dos jogos propostas pelos estudantes. Os resultados das aprendizagens foram expostos em um portfólio digital elaborado pelos estudantes e exibido tanto na reunião bimestral quanto na mostra cultural promovida pela instituição.

A organização e a condução pedagógica do ensino de lutas propostas pela professora possibilitou ao estudante o(a)