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O ensino de História mobiliza conhecimentos produzidos em diferentes espaços e estabelece relações entre pesquisa historiográfica, práticas pedagógicas e experiências dos estudantes.
A especificidade escolar desse conhecimento decorre das operações realizadas no processo de ensino e das finalidades formativas atribuídas à aprendizagem histórica.
Considerando essa concepção, analise as assertivas abaixo e classifique cada uma como verdadeira (V) ou falsa (F).

(__)O saber histórico escolar estabelece relações com a historiografia, mas sua produção envolve condições e objetivos próprios do espaço educacional.
(__)As experiências dos estudantes podem participar da aprendizagem quando relacionadas a problemas e conhecimentos historicamente contextualizados.
(__)A especificidade do saber escolar decorre da redução da complexidade conceitual do conhecimento historiográfico para adequá-lo às diferentes etapas educacionais.
(__)A mediação docente participa da construção de relações entre conteúdos históricos, formas de interpretação e experiências desenvolvidas pelos estudantes.
(__)A validade do saber histórico escolar depende da correspondência entre as narrativas produzidas em aula e as interpretações predominantes na historiografia acadêmica.

A sequência CORRETA, de cima para baixo, é:
Nos Anos Iniciais, o ensino de História e Geografia contribui para que os estudantes compreendam relações temporais e espaciais presentes em suas experiências e em diferentes contextos sociais. Considerando essa perspectiva, assinale a alternativa correta.
As histórias africanas, afro-brasileiras e indígenas abrangem sociedades, grupos e experiências constituídos em diferentes contextos históricos. A abordagem desses conteúdos no ensino de História envolve escolhas relacionadas aos sujeitos, processos, temporalidades e perspectivas incorporados à narrativa escolar. Considerando uma abordagem historiograficamente consistente dessas experiências, qual interpretação orienta corretamente o ensino desses conteúdos?

A renovação do ensino de História envolve propostas que relacionam diferentes campos do conhecimento e incorporam documentos de naturezas variadas às situações de aprendizagem.


A aproximação entre áreas curriculares não elimina os procedimentos empregados para transformar documentos em evidências historicamente interpretáveis.


Com base nessa concepção, examine as afirmações seguintes.



I.A transversalidade permite relacionar questões sociais aos conteúdos históricos mediante abordagens desenvolvidas entre diferentes componentes curriculares.


II.A interdisciplinaridade pode aproximar campos distintos preservando procedimentos de análise associados às especificidades dos conhecimentos mobilizados.


III.A articulação interdisciplinar transfere a validação documental para a área responsável pela linguagem predominante na fonte analisada.


IV.O trabalho com fontes pressupõe problematização, contextualização e interpretação para que documentos sejam mobilizados na construção do conhecimento histórico.


V.A transversalidade reorganiza a aprendizagem histórica em torno dos temas selecionados, atribuindo função subsidiária à análise das temporalidades.



Está correto o que se afirma em: 

Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam em comunhão, mediatizados pelo mundo. A educação problematizadora se constitui como um processo no qual os sujeitos, ao refletirem criticamente sobre a realidade, tornam-se capazes de intervir nela.

FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987. Adaptado.

A experiência de Angicos, ocorrida em 1963 no sertão do Rio Grande do Norte, consolidou-se como um dos episódios mais emblemáticos da história da educação brasileira. Sob a coordenação do educador Paulo Freire, o projeto de alfabetização de 300 trabalhadores rurais evidenciou a viabilidade de uma metodologia fundamentada na dialogicidade e na conscientização. O diferencial não estava na repetição de sílabas vazias, mas no uso de palavras geradoras extraídas do próprio cotidiano dos alunos, como "tijolo" e "enxada". A experiência conduzida por Paulo Freire em Angicos demonstrou que a alfabetização de adultos pode ultrapassar a mera decodificação da linguagem escrita ao se constituir como prática de leitura crítica da realidade, permitindo que trabalhadores se reconheçam como sujeitos históricos.

GERMANO, José Willington. As quarenta horas de Angicos. Educação & Sociedade, Campinas, v. 18, n. 59, p. 391–395, ago. 1997. Adaptado.

Considere que um professor de História decide reorganizar sua prática pedagógica com base nos princípios da educação problematizadora de Paulo Freire, substituindo uma abordagem centrada na exposição sistemática de conteúdos.
Nessa perspectiva, a prática pedagógica coerente com essa mudança caracteriza-se, na atuação do professor, por