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Todas as frases a seguir, retiradas de romances machadianos, trazem, sublinhada, a preposição a.
Assinale a frase em que essa preposição tem seu sentido fundamental incorretamente indicado.
Assinale a frase em que essa preposição tem seu sentido fundamental incorretamente indicado.
Os segmentos a seguir, retirados do romance Dom Casmurro de Machado de Assis, mostram pronomes demonstrativos sublinhados.
Assinale a opção em que o pronome está corretamente empregado.
Assinale a opção em que o pronome está corretamente empregado.
Leia, com atenção, o primeiro período de um romance machadiano, a seguir.
“Uma noite destas, vindo da cidade para o Engenho Novo, encontrei no trem da Central um rapaz aqui do bairro, que eu conheço de vista e de chapéu.”
Assinale a opção que mostra uma observação inadequada sobre ele.
“Uma noite destas, vindo da cidade para o Engenho Novo, encontrei no trem da Central um rapaz aqui do bairro, que eu conheço de vista e de chapéu.”
Assinale a opção que mostra uma observação inadequada sobre ele.
Assinale a opção que apresenta a frase machadiana em que os termos sublinhados são antônimos.
Concurso:
MPE-ES
Disciplina:
Literatura
O romance São Bernardo, de Graciliano Ramos é um registro de impressões pessoais do narrador. Ao iniciar a tarefa de escrever o romance, esse narrador pensava em dividi-la entre amigos, mas logo apareceram as dificuldades, como indica o seguinte trecho:
“O resultado foi um desastre. Quinze dias depois do nosso primeiro encontro, o redator do Cruzeiro apresentou-me dois capítulos datilografados, tão cheios de besteiras que me zanguei: — Vá para o inferno, Gondim. Você acanalhou o troço. Está pernóstico, está safado, está idiota. Há lá ninguém que fale dessa forma!
Azevedo Gondim apagou o sorriso, engoliu em seco, apanhou os cacos da sua pequenina vaidade e replicou amuado que um artista não pode escrever como fala. — Não pode? perguntei com assombro. E por quê? Azevedo Gondim respondeu que não pode porque não pode. — Foi assim que sempre se fez. A literatura é a literatura, seu Paulo. A gente discute, briga, trata de negócios naturalmente, mas arranjar palavras com tinta é outra coisa. Se eu fosse escrever como falo, ninguém me lia.”
Pode-se inferir da discussão entre o narrador e Azevedo Gondim que
“O resultado foi um desastre. Quinze dias depois do nosso primeiro encontro, o redator do Cruzeiro apresentou-me dois capítulos datilografados, tão cheios de besteiras que me zanguei: — Vá para o inferno, Gondim. Você acanalhou o troço. Está pernóstico, está safado, está idiota. Há lá ninguém que fale dessa forma!
Azevedo Gondim apagou o sorriso, engoliu em seco, apanhou os cacos da sua pequenina vaidade e replicou amuado que um artista não pode escrever como fala. — Não pode? perguntei com assombro. E por quê? Azevedo Gondim respondeu que não pode porque não pode. — Foi assim que sempre se fez. A literatura é a literatura, seu Paulo. A gente discute, briga, trata de negócios naturalmente, mas arranjar palavras com tinta é outra coisa. Se eu fosse escrever como falo, ninguém me lia.”
Pode-se inferir da discussão entre o narrador e Azevedo Gondim que