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    Enquanto a Sociologia, no que tange às Ciências Sociais, reflete sobre a desigualdade e a diversidade cultural, bem como os processos identitários e fenômenos, em articulação com as múltiplas maneiras de organizações políticas. Sociologia, Geografia, Filosofia e História tornam-se instrumentos na compreensão das práticas sociais e culturais das linguagens, das ciências, das tecnologias e das Ciências Sociais Aplicadas. A presença das Ciências Sociais Aplicadas, na área de Ciências Humanas, dá-se a partir da amplitude na concepção de área, pois os objetos de conhecimento e saberes das diferentes disciplinas se constituem enquanto direito de aprendizagem das juventudes. Portanto, conhecimentos da Economia, Psicologia, Direito e outras perpassam todo o Ensino Médio e permitem compreensão ampla dos fenômenos sociais e dos processos tecnológicos diversos, amparados nos conhecimentos das Ciências Humanas.


GOVERNO DO ESTADO DE MATO GROSSO. Documento de referência curricular para Mato Grosso: etapa ensino médio. Cuiabá: Secretaria de Estado de Educação, 2021.



A partir do texto, é possível compreender que a presença da Sociologia no Ensino Médio ganha sentido mais amplo quando 

    Em sua maior parte, o debate em torno do homeschooling vincula-se ao princípio da liberdade de escolha dos pais em educar seus filhos, baseado em longa tradição ético-política, que tem influência da religião judaico-cristã e do liberalismo. Contudo, esse tipo de argumentação, pautada no direito individual, não nos parece suficiente e satisfatório. Em uma sociedade plural, é preciso um exercício reflexivo ponderado que almeje encontrar razões que esclareçam e abarquem globalmente as posições de um problema. Associa-se a isso certa preocupação desconfiada com as possíveis consequências de uma educação mais limitada em relação à sua radical dimensão socializadora e de encontro com o outro.



Cledes Antonio Casagrande e Nadja Hermann. Formação e

homeschooling: controvérsias. Práxis Educativa, Ponta Grossa, v. 15, p. 1- 16, 2020. Adaptado.



Considerando os elementos apresentados no texto, o debate sobre homeschooling demanda uma análise sociológica que 

    O chamado conflito de gerações é um problema causado pelo choque entre as visões de pessoas que nasceram em épocas distintas. Na sala de aula, esse fator tem influência no processo de ensino e aprendizagem dos estudantes. Esta é a conclusão do professor da USP, Hugo Tourinho Filho. Em entrevista, ele avaliou que “o fato de existir um conflito não significa que ele só traz problemas. Quando isso é abordado de uma forma que possibilita o aprendizado entre gerações, é muito interessante o convívio.” Outro desafio é vencer a “superficialidade do conhecimento adquirido”, que, muitas vezes, é impactado pela grande quantidade de informação presente nos mecanismos de busca online. Para o professor, a resposta para isso é apostar na abordagem da importância de todo tipo de conhecimento. “Nós temos que formar a juventude em cidadãos que tenham criticidade, e capacidade de julgar. Da matemática à filosofia, todas as disciplinas são essenciais”.


(Bruna Sales. Estudante da Geração Z deve ser protagonista no processo de ensino, avalia professor. www.cnnbrasil.com.br, 12.07.2022. Adaptado.)



A partir das reflexões trazidas pelo texto, é possível compreender que o conflito de gerações no ambiente escolar exige do professor uma postura que 

O que é o homem? (...) Se pensamos nisto, a própria pergunta não é uma pergunta abstrata ou "objetiva". Nasceu daquilo que refletimos sobre nós mesmos e sobre os outros e queremos saber, em relação ao que refletimos e vimos, o que somos e em que coisa nos podemos tornar, se realmente e dentro de que limites somos "artífices de nós próprios", da nossa vida, do nosso destino. E isto queremos sabê-lo "hoje", nas condições dadas hoje, pela vida "hodierna" e não por uma vida qualquer e de qualquer homem.


GRAMSCI, Antônio. Os intelectuais e a organização da cultura. 1982.



Analisando o texto sob a ótica educacional, a função social da escola

    O período que compreende os anos de 1925 a 1942 representa o auge do ensino da Sociologia na escola secundária do Brasil, pois seu prestígio saiu do cenário acadêmico, atingindo o cotidiano das classes médias ilustradas. Ademais, durante os anos de 1942 a 1960, a importância da Sociologia declina-se. Surge o medo da ciência social, pois poderia ser subversiva. As circunstâncias do Estado Novo representaram um obstáculo ao florescimento das atividades de ensino e pesquisa em Sociologia.


Alice Anabuki Plancherel e Evelina Antunes F. de Oliveira (org.). Leituras sobre Sociologia no Ensino Médio, 2007. Adaptado.


Com base no texto e nos conhecimentos sobre o ensino de Sociologia no Brasil, afirma-se que