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No Brasil diversos surtos de doença de Chagas aguda por transmissão oral têm sido relatados, inclusive com óbitos. Os alimentos mais relacionados a estes casos foram caldo de cana, açaí e suco de acerola (colhidas de uma árvore próxima a um galinheiro). Possivelmente triatomíneos foram triturados com as frutas, contaminado o suco.
Os sinais e sintomas mais relatados foram febre e fraqueza, seguidos de mialgia, prostração, inapetência e edema de membros inferiores. Têm sido relatados também o exantema cutâneo, hemorragia digestiva (hematêmese, hematoquezia ou melena), icterícia, aumento das aminotransferases, além de quadros mais frequentes e mais graves de insuficiência cardíaca (miocardite, pericardite, derrame pericárdico e pleural, tosse, palpitações e arritmias). Fenômenos de enterite, abdome agudo, sangramento fecal, choque, hepatite focal podem ocorrer e têm significação prognóstica variada, devendo ser rotineiramente pesquisados e monitorados. Ressalta-se que a morbimortalidade é mais elevada na transmissão oral que a observada nos casos agudos por transmissão vetorial.
Para o tratamento da doença de Chagas, a droga de escolha é o benznidazol, sendo que o nifurtimox pode ser uma alternativa em casos de intolerância.
Em relação ao mecanismo de ação do benznidazol, é correto afirmar que
Paciente do sexo masculino, 44 anos, previamente saudável, foi internado com histórico de febre recorrente, anorexia, fadiga crônica, perda de peso, aumento da circunferência abdominal, epistaxe e edema podal, com evolução progressiva por cerca de um ano. Procurou atendimento médico em diversas ocasiões e em diversos serviços, mas sua doença permaneceu sem diagnóstico. Medicamentos sintomáticos foram prescritos, bem como suplementos de ferro e cobalamina para tratar pancitopenia. Seu quadro clínico progrediu lentamente para uma doença debilitante.
O exame clínico revelou um paciente desnutrido, com palidez, taquicardia, taquipneia, hepatomegalia (10 cm do rebordo costal direito), esplenomegalia (7 cm abaixo do rebordo costal esquerdo) e ascite. As avaliações laboratoriais mostraram hemoglobina de 8,6 g/dL (13,8-17,2 g/dL), contagem total de leucócitos de 1.200 por mm³ (4.000-10.000 por mm³), contagem de plaquetas de 9,9 x 10?³ por mm³ (15-45 x 10?³ por mm³), albumina de 1,7 g/dL (3,5-5,2 g/dL) e tempo de tromboplastina parcial ativada de 11,7 s (30-40 s), função renal preservada. Não havia evidência sorológica de hepatite B ou hepatite C. Sorologia para infecção pelo HIV foi reator, com contagem de linfócitos TCD4 146 células/mm3 e não havia histórico de doença hepática ou abuso de álcool.
O diagnóstico de Leishmaniose Visceral foi feito pela demonstração de parasitas compatíveis com Leishmania spp. em estágio amastigota no aspirado de medula óssea e na biópsia. A cultura do aspirado de medula óssea revelou formas promastigotas compatíveis com Leishmania spp.
Com relação ao caso acima descrito, para o tratamento de primeira linha (de acordo com o Ministério da Saúde Brasileiro), a droga de escolha é 
Paciente do sexo feminino, 41 anos de idade apresentou dor torácica à direita, com 3 dias de evolução. Nesse período, houve febre, mal-estar, astenia, mialgia e piora da falta de ar, o que a motivou a procurar a emergência de um hospital. Foi admitida com sinais vitais normais. Foram solicitados exames complementares.
Três horas após admissão hospitalar iniciou quadro de palidez cutânea, extremidades frias, hipotensão (60X40mmHg), taquipneia (32 irpm), dessaturação (Sat O2 89%), falta de ar e fraqueza. Gasometria revelou acidose metabólica com alcalose respiratória compensatória (PH 7,42 | PCO2 23 | PO2 102 | HCO3 14,6 | BE -8,7 | LAC 5,5 | SATO2 97%). Exames laboratoriais com os seguintes resultados: HB 9,4 | HT 28,6 | LEUCO 11.250 | PLAQ 182.000 | K 3.8 | NA 133 | CR 1,14 | U - | LDH 403 | PCR 10,4 | Ca 8,2.
Foi providenciado acesso venoso profundo, hidratação vigorosa, prescrição de bicarbonato, oxigênio sob máscara de alto fluxo. Houve evolução clínica satisfatória com estabilização dos sinais vitais. Nova gasometria foi realizada 6 horas após: PH 7,44 | PCO2 32,3 | PO2 106,4 | HCO3 21,6 | BE -2 | LAC 4,27 | SATO2 97,4%.
Telerradiografia e tomografia computadorizada do tórax revelaram as imagens a seguir.

Imagem associada para resolução da questão


Com relação à prescrição de antibioticoterapia, a conduta inicial nesse caso é
Várias estratégias são utilizadas para a profilaxia pré-exposição do HIV, entre elas o uso da medicação injetável: o cabotegravir e mais recentemente o lenacapavir, ambas possuem comprovada eficácia conforme estudos conduzidos em vários países do mundo. Constituem uma nova e potente ferramenta no controle da transmissão do HIV, estes antirretrovirais impedem a replicação do vírus a partir de múltiplos mecanismos de ação, afetando etapas necessárias para o ciclo de vida do vírus.
O cabotegravir e o lenacapavir fazem parte, respectivamente, das seguintes classes de medicamentos:
As células dendríticas de Langerhans foram descritas pelo patologista e fisiologista alemão Paul Langerhans (1847-1888). Elas são células dendríticas cuja principal função é o processamento e a apresentação de antígenos. Fazem parte da linhagem mielocítica e na verdade são macrófagos intraepiteliais, sendo importante componente do sistema imunológico.
Essas células são encontradas principalmente