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Os lepidópteros da Família Megalopygidae (lagartas cabeludas)
apresentam cerdas pontiagudas, curtas e que contêm glândulas
de veneno, entremeadas por outras longas, coloridas e
inofensivas. As lagartas do gênero Lonomia apresentam toxinas
capazes de provocar envenenamentos moderados ou graves. Há
duas espécies descritas para o Brasil: L. obliqua e L. achelous, esta
última encontrada principalmente na Região Norte. O gênero é o
único, até o momento, responsável por manifestações sistêmicas
caracterizadas por quadros hemorrágicos.
Elas podem causar manifestações sistêmicas que se instalam-se algumas horas após o acidente, mesmo depois da regressão do quadro local.
Um trabalhador rural com 24 anos de idade, saudável, residente no Município de Manacapuru (AM), entrou em contato com uma lagarta ao cair durante a poda de arbustos. Foi encaminhado ao pronto socorro com lesão cutânea no antebraço direito, porém não foram detectadas manifestações clínicas hemorrágicas. Exames laboratoriais mostraram um TAP com 46% de atividade e um PTT com 52 segundos.
A conduta nesse caso é
Elas podem causar manifestações sistêmicas que se instalam-se algumas horas após o acidente, mesmo depois da regressão do quadro local.
Um trabalhador rural com 24 anos de idade, saudável, residente no Município de Manacapuru (AM), entrou em contato com uma lagarta ao cair durante a poda de arbustos. Foi encaminhado ao pronto socorro com lesão cutânea no antebraço direito, porém não foram detectadas manifestações clínicas hemorrágicas. Exames laboratoriais mostraram um TAP com 46% de atividade e um PTT com 52 segundos.
A conduta nesse caso é
Tifo epidêmico (Tifo europeu, tifo clássico; tifo transmitido por piolho; febre das prisões). Seres humanos são o reservatório natural para a Rickettsia prowazekii, que tem distribuição universal e é transmitido quando fezes de piolho são arranhadas ou esfregadas nos locais da picada ou de outras feridas (e, algumas vezes, nas mucosas dos olhos ou da boca).
Depois de um período de incubação de 7 a 14 dias, febre, cefaleia e prostração ocorrem de maneira súbita. A temperatura alcança 40° C em vários dias e permanece alta, com sinais leves de remissão matutina durante aproximadamente 2 semanas. A cefaleia é generalizada e intensa. Pequenas máculas róseas que aparecem do quarto ao sexto dia cobrem o corpo de modo rápido, geralmente nas axilas e na parte superior do tronco, normalmente excluindo as palmas, as plantas dos pés e a face. Mais tarde, o exantema torna-se escuro e maculopapular. Em casos graves, o exantema torna-se petequial e hemorrágico. Esplenomegalia pode estar presente. Hipotensão ocorre na maioria dos pacientes gravemente enfermos. Colapso circulatório, insuficiência renal, sinais de encefalite, equimoses com gangrena e pneumonia são sinais de prognóstico reservado. O controle de piolhos é fundamental para evitar a transmissão desta doença, que pode acometer crianças, jovens e adultos.
O antimicrobiano mais indicado para o tratamento do tifo epidêmico é:
A vacina BCG (Bacilo de Calmette-Guérin) foi desenvolvida em
1921 pelos cientistas franceses Albert Calmette e Camille Guérin.
Ela é composta por uma cepa atenuada da bactéria
Mycobacterium bovis, semelhante à Mycobacterium tuberculosis,
causadora da tuberculose em humanos.
A imunidade cruzada é fundamental na prevenção e confere 75% de proteção contra formas graves da tuberculose, como a meningite tuberculosa e a tuberculose miliar, mas não protege contra forma pulmonar. A vacina é administrada por via intradérmica, na inserção do musculo deltoide direito. Essa localização permite a fácil verificação da existência da cicatriz vacinal e limita as reações ganglionares a região axilar.
Está indicada a vacinação BCG
A imunidade cruzada é fundamental na prevenção e confere 75% de proteção contra formas graves da tuberculose, como a meningite tuberculosa e a tuberculose miliar, mas não protege contra forma pulmonar. A vacina é administrada por via intradérmica, na inserção do musculo deltoide direito. Essa localização permite a fácil verificação da existência da cicatriz vacinal e limita as reações ganglionares a região axilar.
Está indicada a vacinação BCG
As cirurgias estéticas são procedimentos complexos que exigem
um profundo conhecimento técnico para sua execução. Na
atualidade, a busca por esses tipos de procedimentos teve um
aumento exponencial em todo o mundo, especialmente no Brasil.
Nesse contexto, [...] há uma carência de conhecimento nas boas práticas de prevenção de infecções e uma das consequências é o surgimento de vários casos de infecções cutâneas graves por micobactérias não tuberculosas, entre elas a Mycobacterium abscessus, uma espécie intrinsecamente multirresistente e de rápido crescimento, conhecida por causar infecções associadas aos cuidados de saúde e implicada em infecções de pele e tecidos moles após procedimentos cirúrgicos estéticos.
(adap. Saunders KE, Reyes JM, Cyril L, et al. Notes from the Field: Nontuberculous Mycobacteria Infections After Cosmetic Surgery Procedures in Florida — Nine States, 2022–2023. MMWR Morb Mortal Wkly Rep 2024;73:66–67. DOI: http://dx.doi.org/10.15585/mmwr.mm7303a4).
Infecções cutâneas comumente se manifestam com eritema, nódulos vermelho-arroxeados e abscessos indolores. Os sintomas clínicos incluem celulite, lesões papulosas, nódulos de coloração púrpura, abscessos, seio de drenagem, nódulos subcutâneos (pseudoeritema nodular) e úlceras. Assim, o tratamento adequado destas infecções é um grande desafio, pelas características de resistência aos antimicrobianos das micobacterioses, pela necessidade do uso de múltiplas drogas, pelo tempo prolongado de tratamento, custos elevados, efeitos adversos das drogas e principalmente pelo impacto psicológico decorrentes das lesões surgidas em locais onde se esperava uma correção estética.
Nesse caso, o tratamento mais adequado da infecção pelo M. abscessus é:
Nesse contexto, [...] há uma carência de conhecimento nas boas práticas de prevenção de infecções e uma das consequências é o surgimento de vários casos de infecções cutâneas graves por micobactérias não tuberculosas, entre elas a Mycobacterium abscessus, uma espécie intrinsecamente multirresistente e de rápido crescimento, conhecida por causar infecções associadas aos cuidados de saúde e implicada em infecções de pele e tecidos moles após procedimentos cirúrgicos estéticos.
(adap. Saunders KE, Reyes JM, Cyril L, et al. Notes from the Field: Nontuberculous Mycobacteria Infections After Cosmetic Surgery Procedures in Florida — Nine States, 2022–2023. MMWR Morb Mortal Wkly Rep 2024;73:66–67. DOI: http://dx.doi.org/10.15585/mmwr.mm7303a4).
Infecções cutâneas comumente se manifestam com eritema, nódulos vermelho-arroxeados e abscessos indolores. Os sintomas clínicos incluem celulite, lesões papulosas, nódulos de coloração púrpura, abscessos, seio de drenagem, nódulos subcutâneos (pseudoeritema nodular) e úlceras. Assim, o tratamento adequado destas infecções é um grande desafio, pelas características de resistência aos antimicrobianos das micobacterioses, pela necessidade do uso de múltiplas drogas, pelo tempo prolongado de tratamento, custos elevados, efeitos adversos das drogas e principalmente pelo impacto psicológico decorrentes das lesões surgidas em locais onde se esperava uma correção estética.
Nesse caso, o tratamento mais adequado da infecção pelo M. abscessus é:
A paragonimíase é uma infecção parasitária causada por vermes
trematódeos do gênero Paragonimus, sendo o Paragonimus
westermani a espécie mais comum em humanos, seus
hospedeiros definitivos. Já foram descritos casos no Brasil.
O ciclo destes parasitos segue a seguinte sequência: ovos não embrionados eliminados no escarro (quando engolido, nas fezes), ovos embrionados no ambiente, miracídeos, infecção de caracóis (onde passam pelos estágios de esporocisto, rédias e cercárias. As cercárias deixam os caracóis e infestam um segundo hospedeiro (crustáceos de água doce como caranguejos ou lagostins) onde se encistam como metacercárias, sendo este o estágio infeccioso para porcos, cães, felinos e o homem.
A infecção humana por P. westermani ocorre pela ingestão de caranguejo ou lagostim que abrigam metacercárias do parasita inadequadamente cozidos ou em conserva. Após a ingestão, as metacercárias se desencistam no intestino delgado e liberam larvas que penetram a parede duodenal e entram na cavidade peritoneal. As larvas migram por aproximadamente uma semana, penetram o diafragma, entram na cavidade pleural e migram diretamente pelo tecido pulmonar para atingir os brônquios, onde formam cavidades císticas e se desenvolvem em vermes adultos em 5 a 6 semanas. Os parasitas adultos são marrom-avermelhados e ovoides, medindo 7,5 a 12 mm por 4 a 6 mm.
Os vermes adultos induzem uma resposta inflamatória nos pulmões, gerando um cisto fibroso que contém uma efusão purulenta e sanguinolenta e ovos liberados pelos vermes são eliminados no ambiente por meio da expectoração ou podem ser engolidos e eliminados com as fezes, fechando o ciclo de vida do parasito.
Assim, a primeira manifestação é uma pneumonia hemorrágica provocada pela migração das larvas; os vermes adultos se encistam, podendo cavitar o parênquima. Clinicamente tem um curso crônico, sendo a hemoptise o sintoma mais comum e pelo qual é chamada de "hemoptise endêmica”.
O diagnóstico é feito pelo achado dos ovos característicos no escarro e nas fezes humanas, existem ainda testes sorológicos e o principal diagnóstico diferencial é principalmente com a tuberculose. O tratamento é feito com praziquantel ou triclabendazol.
Sabe-se que o tempo entre a infecção e a oviposição é de 65 a 90 dias.
Nesse caso, as infecções por esses trematódeos em humanos podem persistir por até
O ciclo destes parasitos segue a seguinte sequência: ovos não embrionados eliminados no escarro (quando engolido, nas fezes), ovos embrionados no ambiente, miracídeos, infecção de caracóis (onde passam pelos estágios de esporocisto, rédias e cercárias. As cercárias deixam os caracóis e infestam um segundo hospedeiro (crustáceos de água doce como caranguejos ou lagostins) onde se encistam como metacercárias, sendo este o estágio infeccioso para porcos, cães, felinos e o homem.
A infecção humana por P. westermani ocorre pela ingestão de caranguejo ou lagostim que abrigam metacercárias do parasita inadequadamente cozidos ou em conserva. Após a ingestão, as metacercárias se desencistam no intestino delgado e liberam larvas que penetram a parede duodenal e entram na cavidade peritoneal. As larvas migram por aproximadamente uma semana, penetram o diafragma, entram na cavidade pleural e migram diretamente pelo tecido pulmonar para atingir os brônquios, onde formam cavidades císticas e se desenvolvem em vermes adultos em 5 a 6 semanas. Os parasitas adultos são marrom-avermelhados e ovoides, medindo 7,5 a 12 mm por 4 a 6 mm.
Os vermes adultos induzem uma resposta inflamatória nos pulmões, gerando um cisto fibroso que contém uma efusão purulenta e sanguinolenta e ovos liberados pelos vermes são eliminados no ambiente por meio da expectoração ou podem ser engolidos e eliminados com as fezes, fechando o ciclo de vida do parasito.
Assim, a primeira manifestação é uma pneumonia hemorrágica provocada pela migração das larvas; os vermes adultos se encistam, podendo cavitar o parênquima. Clinicamente tem um curso crônico, sendo a hemoptise o sintoma mais comum e pelo qual é chamada de "hemoptise endêmica”.
O diagnóstico é feito pelo achado dos ovos característicos no escarro e nas fezes humanas, existem ainda testes sorológicos e o principal diagnóstico diferencial é principalmente com a tuberculose. O tratamento é feito com praziquantel ou triclabendazol.
Sabe-se que o tempo entre a infecção e a oviposição é de 65 a 90 dias.
Nesse caso, as infecções por esses trematódeos em humanos podem persistir por até