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Leia o conceito de educação, no texto abaixo, e identifique o cientista social responsável por sua formulação:

“A educação é a ação exercida pelas gerações adultas sobre as gerações que não se encontram ainda preparadas para a vida social; tem por objeto suscitar e desenvolver, na criança, certo número de estados físicos, intelectuais e morais, reclamados pela sociedade política no seu conjunto e pelo meio especial a que a criança, particularmente, se destine”. 
[O antropólogo] está interessado no comportamento humano não como uma determinada tradição – a nossa – o moldou, mas como tem sido moldado por quaisquer tradições. Está interessado na gama de costumes que encontramos em diversas culturas e seu propósito é compreender como estas culturas mudam e se diferenciam, as diferentes formas pelas quais eles se expressam e de que maneira os costumes dos povos funcionam na vida das pessoas que os compõem. (BENEDICT, Ruth. Padrões de cultura. Petrópolis: Vozes, 2013, p. 13).

Considerando a perspectiva de Ruth Benedict sobre o interesse do antropólogo pelo estudo da cultura, assinale a alternativa que corresponde à visão da autora sobre este conceito: 
“O objeto de análise de [George] Simmel não é o indivíduo, nem a sociedade, enquanto tais: todo o seu interesse se focaliza sobre a interação criadora entre esses dois polos extremos. A produção da sociedade pelos indivíduos e a conformação permanente dos indivíduos pela sociedade constitui, neste sentido, a matriz fundadora do vínculo social. Situando-se no ponto de vista contrário de Durkheim, Simmel privilegia, portanto, não a coação, mas o devir da sociedade.” (LALLEMANT, Michel. História das ideias sociológicas: das origens aos contemporâneos. Petrópolis: Vozes, 2018, p. 146)

Embora tardio, o interesse despertado pela sociologia simmeliana colocou este pensador alemão no panteão dos “clássicos” da disciplina, ao lado de Karl Marx, Émile Durkheim e Max Weber. Entre as razões para isso, está a importância de seus conceitos para a compreensão das chamadas sociedades urbanas, entre eles:
Por midiatização da sociedade, entendemos o processo pelo qual a sociedade, em um grau cada vez maior, está submetida ou se torna dependente da mídia e de sua lógica. Esse processo é caracterizado por uma dualidade em que os meios de comunicação passaram a estar integrados às operações de outras instituições sociais, ao mesmo tempo em que também adquiriram o status de instituições sociais em pleno direito. Como consequência, a interação social – dentro das respectivas instituições, entre instituições e na sociedade em geral – acontece através dos meios de comunicação. (HJARVARD, Stig. Midiatização: teorizando a mídia como agente de mudança social e cultural. Matrizes, São Paulo, a. 5, n. 2, p. 64, jan./jun. 2012.)

No contexto dos estudos sobre cibercultura, mídias e tecnologias digitais, o conceito de midiatização tem auxiliado pesquisadores e educadores a compreender o lugar e o papel das mídias nos processos sociais. A este respeito, pode-se afirmar que a midiatização se caracteriza por:
“[A cibercultura] nasce nos anos 1950 com a informática e a cibernética, começa a se tornar popular na década de 1970 com o surgimento do microcomputador e se estabelece completamente nos anos 1980 e 1990: em 1980 com a informática de massa e em 1990 com as redes telemáticas, principalmente com o boom da Internet. (LEMOS, André. Cibercultura: tecnologia e vida social na cultura contemporânea. 8. ed. Porto Alegre: Sulina, 2020, p. 17).

Do ponto de vista sociológico, o fenômeno apontado no texto corresponde a(o):