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A imagem apresentada é uma provocação das produtoras do Podcast Mamilos frente ao tema do Comunismo, que recorrentemente é mobilizado no cenário político brasileiro. 

Imagem associada para resolução da questão

Supostas ameaças comunistas, que hoje circulam nas rodas de conversas e em redes sociais, não são recentes em nossa história. A relação entre comunistas, governos e sociedade brasileira foi marcante em momentos significativos e diferentes da história política nacional. A questão abaixo versará sobre o comunismo e anticomunismo em regimes autoritários no Brasil. 

O problema é que nossa época interligou de modo tão estranho o bom e o mau que, sem a expansão dos imperialistas levada adiante por mero amor à expansão, o mundo poderia jamais ter-se tornado um só; sem o mecanismo político da burguesia que implantou o poder pelo amor ao poder, as dimensões da força humana poderiam nunca ter sido descobertas; sem a realidade fictícia dos movimentos totalitários, nos quais – pelo louvor da força por amor à força – as incertezas essenciais do nosso tempo acabaram sendo desnudadas com clareza sem par, poderíamos ter sido levados à ruína sem jamais saber o que estava acontecendo. E, se é verdade que, nos estágios finais do totalitarismo, surge um mal absoluto (absoluto, porque já não pode ser atribuído a motivos humanamente compreensíveis), também é verdade que, sem ele, poderíamos nunca ter conhecido a natureza realmente radical do Mal. (ARENDT, Hannah. Origens do totalitarismo. São Paulo: Cia das Letras, 2012. p. 13)
O trecho acima, escrito em 1950 pela cientista política e historiadora Hannah Arendt prefacia seu livro sobre as experiências brutais do antissemitismo, imperialismo e totalitarismo vividos no Ocidente no século XX. No tocante a tais temas, marque a alternativa CORRETA: 
“Se não há dúvida de que a principal força de trabalho no antigo Estado do Maranhão e Pará do século XVII foi a indígena, livre ou escrava, no entanto, a presença africana na região não pode ser desconsiderada”. (CHAMBOULEYRON, R. Escravos do Atlântico equatorial: tráfico negreiro para o Estado do Maranhão e Pará (século XVII e início do século XVIII). Revista Brasileira de História, vol. 26, nº 52. p.) 
As questões abaixo, versam sobre o olhar historiográfico para a região do Grão-Pará. Aponte a CORRETA:
"Nos cubículos dos negros, jamais vi uma flor: é que lá não existem esperanças nem recordações." Charles Ribeyrolles, 1859. (RIBEYROLLES, Charles. Brasil pitoresco: história, descrição, viagens, colonização, instituições. Belo Horizonte: Ed. Itatiaia; São Paulo: Ed. da Universidade de São Paulo, 1980.p. 46.)
A historiografia brasileira norteou muitas interpretações sobre a família escrava a partir de relatos de viajantes, como o trecho acima, do francês Charles Ribeyrolles, que visitou o Brasil em 1859. No tocante à renovação historiográfica sobre família escrava no Brasil, assinale a alternativa CORRETA: 
“Na historiografia, as interpretações do passado estão em disputa. Trata-se, pois, de um campo da história intelectual permeado por contendas políticas, ideológicas e epistemológicas que reverberam no seio das representações sobre o passado ou do uso que se faz do passado. Deve-se ressaltar, dessa forma, que a condição de disputa no campo historiográfico é um ingrediente fundamental” (PALERMO, Luís Claudio. Disputas no campo da historiografia da escravidão brasileira: perspectivas clássicas e debates atuais. Dimensões, v. 39, jul.-dez. 2017, p. 326).
Considerando a nota acima, sobre a historiografia da escravidão no Brasil, escolha a alternativa CORRETA: