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Leia o excerto a seguir:

"O normativo e o factual possuem uma relação mútua ? o normativo exige ser realizado e orienta-se no sentido do factual; o realizado (o factual) só ganha significado moral na medida em que pode ser referido positiva ou negativamente a uma norma."

(OLIVEIRA, A. R. Ética Profissional. Belém: IFPA; Santa Maria: UFSM, 2012, p. 44. Adaptado.)

Um servidor público, ao deparar-se com situação não prevista expressamente nas normas regulamentares de sua função, precisa tomar decisão que afetará direitos de cidadãos. Seus colegas sugerem diferentes encaminhamentos, alguns mais favoráveis aos requerentes, outros mais restritivos. À luz da relação entre o normativo e o factual apresentada no excerto, a conduta ética do servidor deve fundamentar-se na compreensão de que: 
Mulher, 44 anos, com quadro de febre alta, mialgia intensa e urina de coloração escurecida, iniciados após quadro gripal. Ao exame físico, pressão arterial de 92 x 54 mmHg, frequência cardíaca de 120 bpm, frequência respiratória em 22 ipm. Exames laboratoriais com CK 15.800 U/L, potássio 6,2, fósforo 5,2, creatinina 4,9 (basal 0,8), ureia 152, acidose metabólica com pH 7,21 e bicarbonato de 13. Evolui com anúria nas últimas 6 horas e piora do edema periférico. Realizado ultrassom a beira leito demonstrando veia cava inferior de 24 mm, com colapsabilidade inspiratória menor de 50%, pulmões com linhas-B difusas. Qual a melhor conduta inicial? 
Homem, 42 anos, acompanhamento prévio por diabetes mellitus insulino-dependente, apresenta-se ao pronto atendimento com quadro de vômitos, dor abdominal, relato de aumento da frequência urinária. Pressão arterial de 98 x 60 mmHg, frequência cardíaca 124 bpm, frequência respiratória 32 ipm. Gasometria venosa com acidose metabólica, com pH de 7,1, HCO3 8, hemoglicoteste de 420 mg/dL, cetona sérica positiva, potássio sérico de 3,2mEq/l e sódio sérico de 130mEq/l. Osmolaridade plasmática de 300. Qual a primeira medida antes do início de insulina em bomba de infusão contínua?
Mulher, 68 anos, IMC 35, hipertensa, chega à emergência com dispneia, ortopneia e oligúria há 48 horas. Ao exame físico, pressão arterial de 94 x 60 mmhg, frequência cardíaca 118bpm, frequência respiratória 30 ipm, saturação de oxigênio de 86% em ar ambiente, pele fria, extremidades cianóticas, turgência jugular e estertores em bases bilateralmente. Realizado ecocardiograma que demonstrou veia cava inferior dilatada e com colapsabilidade inspiratória reduzida, fração de ejeção estimada em 28%, VTI aórtico de 11 cm, PSAP 55 mmHg. Exames laboratoriais: BNP 88 pg/mL; NT-pro BNP 2600 pg/mL. Gasometria: pH 7,29; PaCO2 49 mmHg; PaO? 55 mmHg; HCO3- 22. Qual conduta imediata está correta?
Homem, 35 anos, previamente hígido, internado em leito de enfermaria por quadro inicial de febre alta, mialgia, dor abdominal difusa e vômitos. Ao exame físico, apresenta dispneia leve e crepitações basais bilaterais pulmonares. Exames laboratoriais com hematócrito inicial de 48%, seguido de 42% após hidratação, plaquetas de 58.000, AST 210, ALT 155 e albumina 2,9g/dL. Radiografia de tórax com infiltrado pulmonar bilateral leve, sem atelectasias, consolidações ou derrames. Ausência de sangramento ativo. Qual a melhor conduta no manejo desse paciente?