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Homem de 69 anos, com DPOC GOLD E, internações repetidas por exacerbações (três no último ano), perda ponderal significativa, limitação funcional importante (marcha restrita ao domicílio) e necessidade de oxigênio domiciliar contínuo. Nos últimos meses, apresenta fadiga intensa, dispneia refratária, apesar de tratamento otimizado, e aumento progressivo da dependência nas atividades cotidianas. O médico assistente questiona se é “o momento certo” para encaminhar o paciente para cuidados paliativos mais estruturados. Ele deseja utilizar ferramentas de triagem para embasar a decisão. Considerando os instrumentos mais utilizados para identificar pacientes que se beneficiam de cuidados paliativos, assinale a alternativa correta.
Paciente de 75 anos, portadora de câncer de ovário com carcinomatose peritoneal e ascite moderada, em cuidados paliativos, relata constipação importante há 6 dias, sensação de “fezes duras que não saem”, distensão abdominal e náuseas ocasionais. Refere pequeno escape de fezes líquidas no dia anterior. Encontra-se em uso de morfina de liberação prolongada, ondansetrona regular e suplementação oral de ferro. Ingesta hídrica reduzida e mobilidade limitada. Ao exame: abdome distendido, timpanismo difuso, ruídos hidroaéreos presentes, sem defesa; toque retal revela presença de fezes endurecidas em ampola. Considerando os mecanismos envolvidos na constipação em cuidados paliativos e o manejo apropriado, qual é a conduta mais adequada?
Mulher de 67 anos, com câncer de colo de útero metastático, apresenta dor pélvica intensa, sangramento vaginal recorrente e episódios de urgência urinária e tenesmo retal. Já utiliza opioides em doses otimizadas, mas mantém dor refratária. A tomografia mostra massa pélvica de 9 cm com invasão de paramétrios, contato com bexiga e reto e múltiplos linfonodos aumentados. A paciente questiona se há “algo além de remédio” para melhorar os sintomas. Ela não é candidata a tratamento modificador da doença, mas mantém performance ECOG 2. Considerando o papel da radioterapia paliativa no controle sintomático de tumores avançados, assinale a alternativa correta.
Paciente de 72 anos, portadora de metástases cerebrais múltiplas de câncer de pulmão, em cuidados paliativos exclusivos, apresenta episódio súbito de rigidez tônica, seguida de abalos clônicos generalizados por cerca de 90 segundos, com recuperação lenta e confusão pós-ictal persistente. Nas últimas 48 horas vinha mais sonolenta, com ingesta oral mínima, hiponatremia leve (Na 130 mEq/L) e insuficiência renal aguda (creatinina 2,0 mg/dL). Não utilizava anticonvulsivantes previamente. Considerando o manejo de crises convulsivas em pacientes com doença avançada e foco paliativo, qual é a conduta mais apropriada?
Paciente de 72 anos, portadora de carcinoma de vesícula biliar localmente avançado, com invasão do hilo hepático e acometimento do plexo periportal. Relata dor abdominal profunda no hipocôndrio direito há semanas, de forte intensidade, mal localizada, associada a náuseas, perda de apetite e episódios de sudorese. A dor irradia para dorso e epigástrio. Está em uso de metadona em doses crescentes, com apenas alívio parcial. Refere piora da dor após refeições gordurosas e sensação de pressão interna constante. Ao exame, há icterícia, hepatomegalia e dor leve à palpação profunda, sem sinais de peritonite. Não há obstrução intestinal evidente. Considerando o mecanismo predominante da dor visceral hepatobiliar e as intervenções mais adequadas em cuidados paliativos, qual é a melhor conduta?