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“O Nordeste foi cantado na voz do Rei do Baião”. (VIANA, FEITOSA, NETO e AZEVEDO, 2013). O músico, intérprete e compositor, Luiz Gonzaga cantou a nossa fauna, flora, o amor, a seca, a saudade, o êxodo rural, enfim, todas as nossas esperanças e desolações. A partir desse mote, o que se pode perceber da letra da canção abaixo:


Asa Branca

(Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira)


Quando olhei a terra ardendo

Qual fogueira de São João,

Eu perguntei a Deus do céu, ai

Por que tamanha judiação?

Eu perguntei a Deus do céu, ai

Por que tamanha judiação?


Que braseiro, que fornalha

Nem um pé de prantação,

Por farta d'água perdi meu gado,

Morreu de sede meu alazão.

Por farta d'água perdi meu gado,

Morreu de sede meu alazão.


Até mesmo a asa-branca

Bateu asas do sertão,

Então eu disse adeus, Rosinha,

Guarda contigo meu coração.

Então eu disse adeus, Rosinha,

Guarda contigo meu coração.


Hoje longe, muitas léguas,

Numa triste solidão,

Espero a chuva cair de novo

Pra mim voltar pro meu sertão,

Espero a chuva cair de novo

Pra mim voltar pro meu sertão.


Quando o verde dos teus olhos

Se espalhar na prantação

Eu te asseguro não chore não, viu?

Que eu voltarei, viu?

Meu coração.


Eu te asseguro não chore não, viu?

Que eu voltarei, viu?

Meu coração.


A alternativa que traduz CORRETAMENTE o sentimento do sertanejo é:

Luiz Gonzaga encontra-se na constelação das vozes mais expressivas no Brasil e, particularmente no Nordeste, enquanto músico, compositor e cantor. Foi reconhecido como o “Rei do Baião” por ser um ícone da nossa historiografia musical nordestina. No dia 6 de setembro de 2005, através de Projeto de Lei de n° 11.176, foi instituído o dia 13/12, como Dia Nacional do Forró, em homenagem à data de aniversário de Luiz Gonzaga. O que pode justificar o título a ele atribuído e o orgulho de tê-lo como nosso maior expoente do Forró?

A Literatura de Cordel enquanto Patrimônio Cultural Brasileiro foi reconhecido pelo Conselho Consultivo do IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e por unanimidade, no dia 19 de setembro de 2018. O que este ato significa para a manutenção desse Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro?

Com a democratização das edições de álbuns temáticos, pode-se dizer que a xilogravura se desenvolveu, ampliando os espaços e popularizando-se do sertão à cidade nas regiões Nordeste ao Sul do país. Sua entrada em novos territórios urbanos redimensionou a arte e técnicas da gravura em madeira, promovendo, assim, uma profusão de novos xilógrafos e temas. (In Nordeste Reinventado na imagem gravada)


I- A xilogravura popular nordestina ganhou maior visibilidade e reconhecimento, ao longo de décadas, sobretudo pela qualidade e originalidade de seus artistas, tornando-se uma das mais ricas expressões da cultura do Nordeste e do Brasil.

II- Para além das ilustrações dos folhetos de cordéis, a xilogravura tornou-se uma arte gráfica extraordinária que representa a riqueza do imaginário popular, suas relações e diálogos com a cultura local, regional, nacional e até universal.

III- A xilogravura contemporânea no Nordeste se renova, reinventa-se e se fortalece permanentemente através de geração em geração: do Mestre Noza a Samico, de J. Borges a Marcelo Soares, José Altino, Dila, Josafá de Orós, Costa Leite, Ciro Fernandes, Antônio Lucena, José Lourenço, Sténio Diniz, Elias Santos, Arnilson Montenegro, entre outros.


A alternativa que responde CORRETAMENTE é:

A Baiana de Manet.

Entre os estudos que, em épocas diversas, Manet fez para Olympia, contam-se alguns dedicados especialmente à negra; a esse trabalho referem-se vários autores. O mais importante deles é a Négresse (...), em que aparece apenas o busto da crioula, cujos cabelos estão presos por um torço (turbante) de pano da Costa. (...) Das espáduas nuas desce uma bata ou camisa branca. A orelha direita está enfeitada por um brinco com duas pérolas pendentes, enquanto um colar de pedrarias lhe envolve o pescoço.

(BENTO:2009, p. 65)


Imagem associada para resolução da questão

Figura 5: A crioula (estudo para a preta da Olympia). (La Négresse). Óleo sobre tela, 61X50 cm,1862-3.


Imagem associada para resolução da questão

Figura 6: Impressionismo: Olímpia de Edouard Manet.


A relação entre a obra “Olímpia“ (figura 6) e o estudo feito anteriormente por Manet em “a crioula” (figura 5) evidencia que o artista estava fortemente influenciado pela sua estadia no Rio de Janeiro, no ano de 1849.


Sobre esta informação, julgue as assertivas abaixo.


I- Manet referiu-se em suas obras aos costumes do Rio e fez notar que a mulher brasileira do século XIX, “andava nas ruas acompanhada de uma preta, podendo ser esta sua babá ou ama, hábito generalizado nos tempos da escravidão.”

II- Trata-se de lembranças plásticas da sua vida no Rio de Janeiro, sem que estas tenham lhe influenciado na composição do quadro Olímpia.

III- Manet fez desenhos de tipos populares, assim como de cenas do cotidiano e das paisagens da capital brasileira, conforme já apontado em suas biografias. Muitos dos desenhos do pintor são dedicados aos negros.


Em qual afirmativa se infere que Manet buscava descrever o cotidiano da vida no Rio de Janeiro e o seu fascínio pelo que entrevia do ambiente brasileiro, nos seus costumes e modus vivendi?