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A hipoglicemia é caracterizada pela redução das concentrações de glicose no sangue para valores inferiores a 60–70 mg/dL, podendo manifestar-se com ou sem sinais clínicos. A diminuição da glicemia pode desencadear sintomas neuroglicopênicos, simultaneamente, podem ocorrer sinais decorrentes da ativação do sistema nervoso autônomo simpático. Essa condição é frequentemente observada em pacientes sob tratamento com antidiabéticos orais, como sulfonilureias, repaglinida e nateglinida, ou em insulinoterapia. A intensificação do controle glicêmico tem contribuído para o aumento da incidência de episódios hipoglicêmicos. Estão mais vulneráveis os indivíduos com padrões alimentares e de atividade física irregulares, com histórico prolongado de diabetes mellitus, neuropatia autonômica avançada, ou aqueles que apresentaram episódios prévios de hipoglicemia grave. Entre os principais fatores precipitantes estão: jejum prolongado, omissão de refeições, atividade física intensa, ingestão alcoólica em excesso e erros na dosagem de insulina ou de agentes hipoglicemiantes orais.

Na maioria dos casos, a hipoglicemia pode ser controlada da seguinte maneira:

I- A educação do paciente sobre como balancear dieta, exercício e agente hipoglicemiante oral ou insulina.
II- O não consumo de álcool em doses maiores do que o permitido na dieta (> 2 doses de álcool/dia).
III- A orientação especial a pacientes que não enxergam bem, para evitar erros de dose de insulina.
IV- A revisão das metas de controle dos pacientes que não reconhecem os sintomas.
V- A prescrição, à noite, antes de dormir, de lanche que contém carboidratos, proteínas e gorduras.

Estão CORRETAS as afirmativas
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O técnico de enfermagem desempenha papel fundamental nas ações de controle da tuberculose, especialmente no acompanhamento do tratamento diretamente observado (TDO), na identificação de sinais e sintomas de agravamento e no acolhimento aos pacientes com histórico de abandono. Os pacientes que interrompem o tratamento por mais de 30 dias devem ser classificados como casos de retratamento após abandono. A continuidade do cuidado, a coleta adequada de escarro, o envio correto de amostras para baciloscopia, cultura e teste de sensibilidade, além do registro em prontuário e notificação no sistema, são responsabilidades compartilhadas pela equipe de saúde. A atuação atenta e bem orientada desses profissionais permite detectar precocemente complicações e reduzir a transmissão da doença.

Caso: Durante uma visita domiciliar, um técnico de enfermagem da Estratégia Saúde da Família (ESF) identifica um paciente com tuberculose pulmonar que abandonou o tratamento há cerca de 40 dias. O paciente relata retorno dos sintomas como tosse com secreção, febre no fim da tarde e perda de peso. Segundo o Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose, qual deve ser a conduta imediata e CORRETA do técnico de enfermagem?
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Os acidentes ofídicos são aqueles provocados por serpentes peçonhentas e representam uma urgência médica que requer avaliação rápida e criteriosa. No Brasil, os principais gêneros de serpentes peçonhentas causadoras de acidentes são Bothrops (jararaca), Crotalus (cascavel), Lachesis (surucucu) e Micrurus (coral-verdadeira). Entre elas, os acidentes botrópicos são os mais frequentes e se caracterizam por dor local, edema, sangramento no local da picada e, em casos graves, distúrbios de coagulação. O soro antiofídico deve ser administrado o mais precocemente possível e a sua escolha depende da identificação do gênero da serpente ou do quadro clínico apresentado. O atendimento deve incluir suporte às funções vitais, limpeza do local da picada e monitoramento contínuo.

Sobre os acidentes causados por serpentes peçonhentas no Brasil, assinale a alternativa CORRETA.
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A oxigenoterapia é uma intervenção terapêutica fundamental no manejo de pacientes com hipoxemia, com o objetivo de garantir a oxigenação adequada dos tecidos. A sua administração pode ser realizada por diferentes dispositivos, como cateter nasal, máscara facial ou ventilação mecânica, e deve ser cuidadosamente monitorada para evitar tanto a hipoxemia quanto a hipercapnia. A oximetria de pulso, por sua vez, é um método não invasivo utilizado para monitorar a saturação de oxigênio, fornecendo informações rápidas e eficazes sobre o status respiratório do paciente. A saturação de oxigênio deve ser mantida dentro de parâmetros adequados, com ajustes baseados na resposta clínica do paciente. Além disso, é importante que a equipe de enfermagem esteja atenta à possibilidade de falhas na oximetria, como em casos de alterações na circulação periférica ou interferências externas.

Leia as afirmativas I e II a seguir sobre esse assunto:

I. ASSERÇÃO: A oxigenoterapia é uma intervenção terapêutica obrigatória para o manejo de pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica, garantindo a oxigenação adequada dos tecidos.
II. RAZÃO: A oximetria de pulso deve ser utilizada para monitorar a saturação de oxigênio no sangue e ajustar a administração de oxigênio, mantendo a saturação entre 92% e 96%.

Assinale a alternativa CORRETA sobre as duas afirmativas:
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Caso: No pronto-socorro, a técnica de enfermagem responsável pela subunidade de pediatria recebe a prescrição de ceftriaxona endovenosa para uma criança de 3 anos, que pesa 28 kg, diagnosticada com pneumonia. A prescrição determina “administrar ceftriaxona 75 mg/kg/dia, dose única.” No serviço, o medicamento está disponível em frasco-ampola contendo 1 g (liofilizado), que deve ser reconstituído com 9,6 mL de água para injeção, resultando em um volume final de 10 mL. Entretanto, o hospital recomenda que, para infusão endovenosa a dose seja infundida em 50 mL, completando o volume com soro fisiológico 0,9% e administrada em 30 minutos, após reconstituição.

Com base no caso clínico e nas informações fornecidas, qual o volume (em mL) de soro fisiológico 0,9% que deve ser utilizado junto à dose de ceftriaxona?
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