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O manejo nutricional em oncologia deve ser compreendido na confluência entre hipermetabolismo tumoral, resistência anabólica, inflamação crônica e impacto terapêutico das dietas. Autores como Fearon et al. (2012) e Arends et al. (ESPEN, 2021) argumentam que a intervenção dietética não pode ser interpretada isoladamente de processos metabólicos adaptativos. À luz dessas evidências, qual proposição expressa de forma mais consistente a lógica da nutrição clínica em pacientes oncológicos?
A imunonutrição, enquanto fronteira científica, descreve o papel de nutrientes específicos na modulação da inflamação, proliferação linfocitária e resolução tecidual de processos infecciosos. Pesquisas de Calder (2020) e Gombart et al. (2020) estabeleceram paradigmas sobre lipídios bioativos, aminoácidos funcionais e oligoelementos. Julgue as proposições:

I. Ácidos graxos poli-insaturados n-3 modulam vias próresolutivas, originando resolvinas e maresinas, que reduzem inflamação sistêmica sem abolir mecanismos de defesa.
II. A deficiência de vitamina D relaciona-se a maior incidência de infecções respiratórias, modulando a expressão de peptídeos antimicrobianos como catelicidinas.
III. Aminoácidos como arginina e glutamina são considerados centrais na imunonutrição em estados críticos, embora sua suplementação ainda suscite debates sobre doses e momentos adequados.
IV. O zinco atua em múltiplos processos enzimáticos e sinalizações, sendo determinante para maturação de linfócitos T e homeostase imunológica.

Qual sequência está correta?
A resistência antimicrobiana, definida pela OMS como uma das principais ameaças do século XXI, emerge de uma rede de pressões seletivas, trocas horizontais de genes e falhas sistêmicas em programas de stewardship. Em contexto hospitalar, particularmente em unidades de terapia intensiva com suporte nutricional invasivo, a interface entre dietas, microbiota e uso de antibióticos configura campo emergente de investigação. Considerando Laxminarayan et al. (2020), WHO (2022) e relatórios recentes do ECDC, qual proposição expressa com maior fidedignidade a multicausalidade desse fenômeno?
A gestão de Unidades de Alimentação e Nutrição (UANs) exige articulação entre planejamento nutricional, segurança alimentar e sustentabilidade. De acordo com Abreu et al. (2017) e normativas do CFN, qual proposição expressa de modo mais adequado esses fundamentos?
A compreensão do comportamento alimentar, quando examinada a partir de perspectivas interdisciplinares, implica reconhecer o entrelaçamento de dimensões cognitivas, emocionais, socioculturais e fisiológicas. Autores como Alvarenga et al. (2015), Satter (1999) e Tribole & Resch (2020) enfatizam que a nutrição comportamental deve ser entendida não apenas como técnica prescritiva, mas como campo de mediação entre práticas alimentares, processos de subjetivação e determinantes estruturais. Considerando esse quadro, qual proposição melhor expressa a concepção contemporânea de nutrição comportamental?