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Um tanque de equalização no tratamento de efluentes é uma estrutura que funciona como um amortecedor, armazenando efluentes brutos para uniformizar sua vazão e carga de poluentes. Ao equalizar essas características, ele garante que as etapas seguintes do tratamento, que podem ter capacidade limitada ou serem sensíveis a variações, recebam o efluente de forma estável, otimizando o desempenho e a eficiência do sistema.
Na unidade de tratamento de água e esgoto que você acabou de assumir a responsabilidade técnica tem um tanque de equalização com um tubo despejando água a uma vazão de 20 l/s e outro tubo despejando um efluente de massa específica igual a 700 kg/m3 com uma vazão de 10 l/s. A mistura formada é descarregada por um tubo da área igual a 30 cm². Determine a massa específica da mistura no tubo de descarga e a velocidade de saída.
Dados: (Unidades – SI) ρágua = 1000 kg/m³ e ρefluente = 700 kg/m³; 1m² = 10–4cm²
“O desabamento do lixão operado pela empresa Ouro Verde, em Padre Bernardo, município goiano no Entorno do Distrito Federal, no dia 18 de junho, resultou em impactos ambientais graves. As águas do córrego Santa Bárbara, afluente do rio do Sal, foram contaminadas com centenas de toneladas de resíduo. A tragédia, considerada “anunciada” pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Goiás (Semad), expôs uma série de omissões judiciais e descaso com as normas ambientais. Segundo laudos divulgados pela Semad, análise realizada com sonda multiparamétrica no córrego identificou alta presença de sólidos totais dissolvidos (TDS), alteração na salinidade e redução do pH da água – indicativos de presença de metais pesados, como mercúrio, chumbo e cádmio, substâncias presentes no chorume. Em um dos pontos analisados a jusante do lixão, o TDS chegou a 1.580 mg/L, mais do que o triplo do limite estabelecido pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que é de 500 mg/L.”
Fonte: https://www.brasildefato.com.br/2025/06/27/desabamento-de-lixao-em-padre-bernardo-go-contamina-corrego-com-chorume/
Uma das maneiras de avaliar o impacto ambiental no rio mencionado na reportagem será a medição e o controle da Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) ao longo do seu corpo hídrico, verificando a carga de poluição orgânica e como a mesma se reduz com o passar do tempo.
A DBO é a quantidade de oxigênio dissolvido consumida por microrganismos para degradar matéria orgânica numa amostra de água, medindo assim a poluição orgânica. É um indicador essencial da qualidade da água e da eficácia do tratamento de efluentes, sendo que valores elevados de DBO indicam alta carga de poluição orgânica, como a de esgotos.
A DBO de uma amostra de efluente industrial ou de água é a quantidade de oxigênio necessária para oxidar a matéria orgânica por decomposição aeróbia. Quando a amostra é guardada por 5 dias em uma temperatura de 20 °C, ela é referida como DBO5,20 . Esta informação geralmente é utilizada como um dos parâmetros de verificação da qualidade da água.
A seguir apresentaremos a classificação de um curso d’água em função da sua DBO₅, ₂₀.

O quadro a seguir apresenta o resultado em diferentes unidades, referente às amostras coletadas em cinco seções/regiões do corpo hídrico em análise.

Considerando que pode ocorrer autodepuração no corpo hídrico, em qual seção dele a água pode ser classificada, como “limpa”?
O tratamento de água é um conjunto de processos físicos e químicos que transformam a água de mananciais, que pode conter impurezas, microrganismos e substâncias químicas nocivas, em água potável segura para o consumo humano e outros usos. Esse processo é vital para a saúde pública, pois elimina vírus, bactérias e parasitas que causam doenças como cólera, hepatite A e esquistossomose, além de remover poluentes que podem afetar a saúde e a qualidade da água. As fases consistem em pré-cloração, pré-alcalinização, coagulação, floculação, decantação, filtração, pós - alcalinização, desinfecção e fluoretação. Durante todo o processo é realizado um rígido controle, por meio de análises laboratoriais para atender os padrões de potabilidade exigidos pelo Ministério da Saúde. Após o tratamento, a água é armazenada em reservatórios, normalmente situados em pontos mais altos para facilitar a entrega à população. Existem também estações elevatórias ou unidades de bombeamento para impulsionar a água e facilitar sua distribuição.
Depois do uso da água geramos o esgoto que é a água residual de uso humano que contém matéria orgânica, produtos químicos, lixo e microrganismos, sendo classificado em doméstico, industrial e pluvial. Esta diferenciação é importante, porque cada tipo possui substâncias diferentes, e são necessários sistemas específicos para o tratamento dos resíduos. A sua não coleta e tratamento adequados são responsáveis pela contaminação de rios e mares, por doenças na população, desequilíbrio ecológico e degradação ambiental. Um sistema de esgoto básico inclui redes de coleta, estações elevatórias e estações de tratamento (ETEs) que processam os efluentes antes do seu descarte seguro.
Os sistemas de transporte de água de abastecimento e de coleta de esgotos sanitários devem ser respectivamente, projetados e calculados como:
Determine o regime de escoamento sabendo que a tubulação apresenta um diâmetro de 100 mm e transporta um efluente para tratamento (viscosidade cinemática (ν) = 10,6x10–5 m2 /s) com uma vazão de 720 m3 /dia. Determine também a perda de carga e fator de atrito sabendo que a rugosidade absoluta do tubo é de 0,04 mm e que a tubulação tem 10 m de comprimento.

A perda de carga em tubulações é a diminuição da energia (pressão) de um fluido ao escoar devido ao atrito com as paredes da tubulação e à presença de componentes, como curvas e válvulas. Existem dois tipos principais: as perdas distribuídas, que ocorrem ao longo de todo o comprimento da tubulação e são causadas pela rugosidade das paredes, e as perdas localizadas, geradas por acessórios como joelhos, tês e registros, que causam turbulência. A perda de carga é um fator crucial no dimensionamento de sistemas hidráulicos, afetando a vazão, o consumo de energia e a eficiência do sistema. Considere uma tubulação de PVC com comprimento (L), diâmetro (D) e rugosidade absoluta das paredes (ε) transportando água á uma vazão (Q). Mantida as características físicas e geométricas de uma área, mesmo material e mesmo fluido, avalie os itens a seguir:
I - A vazão sofre variação com o comprimento.
II - A vazão aumenta com a redução do diâmetro.
III - A vazão diminui com o aumento da rugosidade absoluta.
É correto o que se afirma em: