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“A Revolução Francesa, portanto, foi vista como um processo complexo e de maneira nenhuma linear, o qual, não obstante, trouxe como clímax a longa ascensão da classe média e substituiu a antiga sociedade por uma nova.”

(HOBSBAWM, Eric. Ecos da Marselhesa. Cia das Letras. São Paulo. 1996. pp. 30.)

Pode-se considerar como característica do longo processo revolucionário francês o seguinte aspecto histórico:
Acerca do empreendimento colonial português na América, Gilberto Freire apresentou essa consideração:

“Para os portugueses o ideal teria sido não uma colônia de plantação, mas outra Índia (...). As circunstâncias americanas é que fizeram do povo colonizador de tendências menos rurais ou, pelo menos, com o sentido agrário mais pervertido pelo mercantilismo, o mais rural de todos: do povo que a Índia transformara no mais parasitário, o mais criador. Entre aquelas circunstâncias avultam imperiosas: as qualidades e as condições físicas da terra; as condições morais e materiais da vida e cultura de seus habitantes.”

(FREIRE, Gilberto. Casa Grande e Senzala. SP, Global, 2006. p. 43.)

Pegando como referência esse fragmento presente no clássico “Casa Grande e Senzala”, pode-se considerar como um aspecto da conjuntura que assinalou o início da colonização lusa na América o fato:
A escravidão nativa predominou, em tempos variados, dependendo da maior ou menor oferta de braços. No litoral nordestino, pelo menos até o fim do século XVI, o trabalho cativo dos nativos predominou; na região centro-sul (atual sudeste), o cativo indígena predominou, pelo menos, até o início do século XVII, enquanto na região norte, onde a oferta de braços nativos era maior, teria predominado até, pelo menos, o século XVIII.

Para uma melhor compreensão acerca do sistema escravista colonial português nos trópicos, deve-se considerar o fato da:
Leia o fragmento de texto.

Maquiavel é um homem todo da sua época; e a sua ciência política representa a filosofia do tempo, que tende para a organização das monarquias nacionais absolutas, a forma política que permite e facilita um ulterior desenvolvimento das forças produtivas burguesas. Em Maquiavel pode descobrir-se in nuce (de forma concisa) a separação dos poderes e o parlamentarismo (o regime representativo): a sua “ferocia” dirige-se contra os resíduos do mundo feudal, e não contra as classes progressistas. O Príncipe deve pôr termo à anarquia feudal (...).

(GRAMSCI, António S. F. Obras Escolhidas. Editorial Estampa. Lisboa, 1974. Pp. 273-274.)

António Gramsci aprofundou seus estudos sobre “A Política como Ciência Autônoma”, retornando à Maquiavel, quando esse delineou os princípios fundamentais para a constituição dos Estados Modernos, e chamou a atenção para uma série de considerações que devem ser feitas acerca do momento em que Maquiavel elaborava seus estudos, que se apresentava “estreitamente ligado às condições e às exigências de seu tempo”, tais como:
O Imperialismo europeu na África conseguiu impor e consolidar a economia (neo)colonial, mas este quadro se estabeleceu como uma segunda fase, de modo geral, após a: