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Não podemos opor a priori uma Roma monolítica, de pura essência ariana, a uma Grécia impregnada de pensamento oriental. Se os Indo-Europeus impuseram sua língua ao Lácio, enquanto os Etruscos conservavam até o início do Império seu antigo dialeto pelágico, em outros aspectos, particularmente em matéria de crenças e ritos, e mesmo de política e de organização social, a velha comunidade mediterrânica marcava de forma indelével a herança da cidade que ia nascer.
(GRIMMAL, Pierre. A civilização romana. Lisboa/Portugal: Edições 70, p.16).
A influência inicial dos gregos sobre a civilização romana deu-se como
O Nilo não forneceu apenas água confiável, mas também excelentes depósitos aluviais e fertilização. Por volta de 5.000 a. C, os caçadores paleolíticos das planícies se transformaram em agricultores neolíticos e pastores do vale e do delta, formando a economia agrícola do Egito histórico. Faltou completar a conquista da terra pantanosa e começar o aproveitamento do rio com diques, barragens, reservatórios e canais. É aí que a história do Estado egípcio se encontra com a da cultura produzida por ele.
(JOHNSON, Paul. História ilustrada do antigo Egito. Rio de Janeiro: EDIOURO,2002, p.12)
A relação entre a economia de base agrícola e a necessidade de organizar o trabalho coletivo para a construção de grandes obras agrícolas, no Egito, contribuiu para
Em um contexto histórico tão desfavorável, a criação da história por Heródoto no século V representou uma verdadeira revolução cultural. Em vez de evitar a mudança, o tempo, o historiador decidiu abordá-la. O historiador optou pelo sublunar, pela temporalidade, que, para ele, é o verdadeiro lugar da inteligibilidade da vida humana. Essa foi uma atitude inaugural, original, uma ruptura com a tradição mítica e filosófica. “Os homens no tempo”, os homens em sua vida particular e pública, com seus nomes, iniciativas e valores, experiências e esperanças, em sua finitude, em sua historicidade [...]
(REIS, José Carlos. Escola dos Annales: a inovação em História. São Paulo: Paz e Terra,2000, p.11).
Eis a convicção de Heródoto e dos historiadores que vieram depois dele: “a História é uma ciência das ações humanas no tempo. Mas, a concepção de tempo histórico, também, possui sua historicidade, e o historiador dos Annales é uma evidência desse fenômeno, pois
O papel da teoria da História na formação do historiador, como se deve ter percebido, é fundamental, e convém ainda considerar que há também uma história envolvida no crescimento da valorização da Teoria pelos historiadores. O crescente descrédito da história exclusivamente narrativa, em favor de uma história analítica, reflexiva, problematizadora – o que se acentua notadamente a partir do século XX – contribuiu certamente para que a Teoria ocupasse cada vez mais um lugar privilegiado na História elaborada pelos historiadores profissionais. (BARROS, José D’Assunção. Teoria da História: princípios e conceitos fundamentais.Rio de Janeiro:Vozes,2013, v.1, p.98-99).
Entre os historiadores é cada vez mais consensual a ideia de que é a Teoria que dará um lastro essencial ao historiador em formação, de modo que se construa uma História
As diretrizes gerais do Plano Nacional de Desenvolvimento de Juscelino Kubitschek – conhecido como 50 anos em 5 –, deixava bem clara a necessidade de acelerar o desenvolvimento econômico, como forma de transformar o país estruturalmente. O governo JK caracterizou-se pelo empenho do setor público em uma explícita política de desenvolvimento e crescimento. Todas as ocorrências dos anos precedentes na economia brasileira – crise de 1929, crise do modelo agroexportador e Segunda Guerra Mundial – ajudaram a elaborar o Plano de Metas, que representou o mais completo plano e coerente conjunto de investimentos até então planejados na economia. O Plano foi elaborado com base nos estudos feitos pelo BNDES, que visava superar os pontos de estrangulamento que impediam a evolução da economia.
Fonte: BRAGA, F.L.P. Fundamentos da economia brasileira: Plano de Metas de JK e o comportamento da economia brasileira durante o regime militar e a década de 1970: o ciclo da crise, milagre e crise financeira. Fortaleza: FGF,2012. (Adaptado)
O Plano de Metas, que visava a acelerar o desenvolvimento econômico do Brasil, conforme explicita o texto, produziu consequências no meio geográfico brasileiro, como