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Uma professora de Educação Física planejou trabalhar danças de matriz africana. Tendo em vista a realidade histórico-cultural de seus estudantes e as diretrizes da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola, elaborou uma sequência didática para abordar o enfrentamento a práticas opressivas e preconceituosas com relação às danças e aos demais elementos da cultura africana. Essa atuação gerou uma reação negativa das famílias, que tentaram impedir o ensino desses signos culturais nas aulas. A equipe de professores se organizou coletivamente e realizou um projeto interdisciplinar chamado Somos mais África do que Europa, buscando resgatar as raízes identitárias e sociais constitutivas do Brasil como nação.
BRASIL. Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (PNEERQ). Brasília: Secadi,2024.

De acordo com a situação-problema, a atuação da equipe de professores materializa quais princípios da abordagem crítico-superadora?
Buscando construir uma prática pedagógica fundamentada na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), um professor de Educação Física do Ensino Médio contemplou as dimensões do conhecimento em cada uma de suas aulas. Ao trabalhar com o frevo, mostrou a relação dessa dança com o contexto comunitário daquela região, com questões históricas e com formas variadas de se dançar. Após esse processo de ensino e de aprendizagem, sugeriu que cada grupo promovesse uma ação de socialização com familiares e vizinhos da escola em uma praça do bairro.

Qual dimensão do conhecimento da BNCC corresponde à prática pedagógica descrita?
O currículo cultural da Educação Física pretende borrar fronteiras, conectar manifestações dispersas, e promover a análise e o compartilhamento dos seus significados. Parte do princípio de que, se a escola for concebida como ambiente adequado para discussão, vivência, ressignificação e ampliação da cultura corporal, será possível almejar a formação de cidadãos que identifiquem e questionem as relações de poder que historicamente impediram o reconhecimento das diferenças. Afinal, em uma sociedade democrática, é importante indagar porque determinados esportes, brincadeiras, danças, lutas ou ginásticas são tidos como adequados ou inadequados.
NEIRA. G. O currículo cultural da Educação Física: pressupostos, princípios e orientações didáticas.
Revista e-Curriculum, n.1, jan.-mar.2018 (adaptado).

Fundamentado nessa perspectiva, o professor do Ensino Médio deve
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) propõe que o componente curricular Educação Física no Ensino Médio oportunize aos estudantes o conhecimento das práticas corporais diversas e promova a reflexão crítica sobre as realidades nas quais estão inseridas. No planejamento pedagógico, a articulação de diferentes linguagens e tecnologias pode potencializar a aprendizagem, conectando os saberes escolares à fase da adolescência. Em uma escola pública, um professor organizou o ensino de práticas corporais de aventura urbana, como o parkour e o skate, com os estudantes do Ensino Médio. Durante o desenvolvimento das aulas, os estudantes utilizaram mapas digitais, aplicativos de geolocalização, redes sociais e vídeos colaborativos para identificar espaços urbanos ociosos nos arredores da escola e, posteriormente, compartilhar suas experiências com a comunidade escolar. Encontraram uma maneira de discutir aspectos relacionados à ocupação responsável desses locais, refletindo, ainda, sobre os impactos do uso excessivo das redes sociais em suas rotinas.
A situação apresentada evidencia uma prática pedagógica coerente com as orientações da BNCC, pois
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Com relação ao componente curricular Educação Física, a abordagem da dança favoreceu a dimensão do conteúdo