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Ao longo da história, as línguas passam por mudanças e, normalmente, enriquecem seu conjunto de palavras, à medida que respondem à necessidade de nomear novos conceitos provenientes do avanço das ciências, resultantes das mudanças sociais e da influência de outras línguas. Essas adaptações lexicais ao longo do tempo buscam atender à evolução de qualquer sistema linguístico. A perspectiva que aborda essa forma de variação é a:
As tomadas de palavras representam uma maneira de atualizar o vocabulário. Isso envolve uma palavra nova não devido à criação original, mas devido à sua adoção. A palavra emprestada pode ou não passar por modificações materiais, semânticas e expressivas durante sua transição para outra língua. Os marcadores gráficos de pontuação (como vírgula, ponto de interrogação etc.) são geralmente reproduzidos no ar, a partir de um ponto fixo no espaço neutro, usando o dedo indicador da mão não dominante. Estudos linguísticos nas línguas de sinais indicam que esse tipo de tomada de palavra pode ser classificado como empréstimo linguístico:
A presença da iconicidade é uma característica inerente e fundamental à Língua de Sinais, e isso ocorre porque:
De acordo com Almeida (2015), os surdos são atores e protagonistas de sua comunicabilidade, não havendo motivo para a sociedade ainda considerá-los sujeitos incapazes ou dependentes linguisticamente. Segundo o autor, esse entendimento a respeito do surdo ainda se mantém devido:
O processo de desenvolvimento do indivíduo surdo segue a mesma trajetória do ouvinte, sendo moldado pelas interações sociais e pela aquisição de significados a partir de suas experiências no mundo exterior. A única diferença reside na necessidade de um canal linguístico compartilhado com o outro indivíduo com quem está compartilhando essas experiências, ou seja, ambos devem utilizar a língua de sinais. Para superar a barreira da linguagem oral, a língua de sinais é o meio que capacita o surdo a desenvolver suas habilidades: