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A Revolução de 1930, embora tenha tido seu epicentro em outras regiões do Brasil, provocou significativas repercussões no Maranhão, levando à deposição do então presidente Getúlio Vargas e à ascensão de um novo grupo político que buscava modernizar a estrutura administrativa e econômica do estado, embora essa transição tenha sido marcada por tensões e pela necessidade de reorganização das forças políticas locais.
Na segunda metade do século XX, o Maranhão experimentou um declínio na produção de algodão devido à concorrência internacional e à falta de investimentos em tecnologia, o que levou à desagregação das grandes lavouras escravistas e à busca por novas fontes de financiamento para sustentar o parque fabril, com destaque para o beneficiamento de couro como atividade que auxiliou na manutenção da economia local.
A colonização francesa no Maranhão, iniciada em 1612 com a fundação de São Luís, visava primariamente a exploração do pau-brasil, sendo que a Nova Maurícia, estabelecida pelos holandeses, representou uma continuidade dessa estratégia econômica inicial.
A Revolução de 1930, ao depor o presidente Washington Luís e impedir a posse de Júlio Prestes, provocou uma profunda reconfiguração política no Maranhão, com a ascensão de grupos oligárquicos que já detinham o poder há décadas e a consolidação de um projeto de modernização econômica que priorizava a industrialização.
O beneficiamento de couro emergiu como uma indústria de sustentação para o parque fabril maranhense no final do século XIX, atuando como um suporte financeiro para outras atividades econômicas que enfrentavam dificuldades em um contexto de declínio da economia açucareira e algodoeira.