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A solicitação dos pais deve ser integralmente atendida, pois o princípio da autonomia familiar é absoluto na pediatria, independentemente da proporcionalidade e do benefício clínico das intervenções propostas.
Paciente de 82 anos, com insuficiência cardíaca avançada (NYHA IV), demência vascular moderada, múltiplas internações por congestão e perda funcional progressiva, vive com a filha, que é sua cuidadora principal. Nas últimas semanas, apresenta anorexia marcada, dispneia em repouso, agitação noturna e episódios de recusa alimentar. A filha está exausta, relata culpa por não “conseguir fazer o pai comer” e insiste que a equipe “faça tudo” para reverter o quadro. Durante a reunião familiar, emergem conflitos, descritos abaixo:

• O fisioterapeuta acredita que o foco deve ser em mobilidade passiva e prevenção de dor por imobilidade.
• A psicóloga identifica sofrimento intenso da filha, com risco de colapso emocional.
• A enfermeira aponta sinais de sobrecarga do cuidador e risco de erros no manejo medicamentoso.
• O cardiologista defende manter betabloqueador e IECA, apesar da hipotensão e piora funcional.
• A geriatra sugere revisão profunda de metas de cuidado e possível transição para cuidados de fim de vida.

A equipe solicita avaliação do especialista em Cuidados Paliativos para conduzir o processo. Considerando as melhores práticas em funcionamento de equipe multidisciplinar/interdisciplinar, assinale a alternativa correta.
Homem de 69 anos, com DPOC GOLD E, internações repetidas por exacerbações (três no último ano), perda ponderal significativa, limitação funcional importante (marcha restrita ao domicílio) e necessidade de oxigênio domiciliar contínuo. Nos últimos meses, apresenta fadiga intensa, dispneia refratária, apesar de tratamento otimizado, e aumento progressivo da dependência nas atividades cotidianas. O médico assistente questiona se é “o momento certo” para encaminhar o paciente para cuidados paliativos mais estruturados. Ele deseja utilizar ferramentas de triagem para embasar a decisão. Considerando os instrumentos mais utilizados para identificar pacientes que se beneficiam de cuidados paliativos, assinale a alternativa correta.
Paciente de 75 anos, portadora de câncer de ovário com carcinomatose peritoneal e ascite moderada, em cuidados paliativos, relata constipação importante há 6 dias, sensação de “fezes duras que não saem”, distensão abdominal e náuseas ocasionais. Refere pequeno escape de fezes líquidas no dia anterior. Encontra-se em uso de morfina de liberação prolongada, ondansetrona regular e suplementação oral de ferro. Ingesta hídrica reduzida e mobilidade limitada. Ao exame: abdome distendido, timpanismo difuso, ruídos hidroaéreos presentes, sem defesa; toque retal revela presença de fezes endurecidas em ampola. Considerando os mecanismos envolvidos na constipação em cuidados paliativos e o manejo apropriado, qual é a conduta mais adequada?
Paciente de 72 anos, portadora de metástases cerebrais múltiplas de câncer de pulmão, em cuidados paliativos exclusivos, apresenta episódio súbito de rigidez tônica, seguida de abalos clônicos generalizados por cerca de 90 segundos, com recuperação lenta e confusão pós-ictal persistente. Nas últimas 48 horas vinha mais sonolenta, com ingesta oral mínima, hiponatremia leve (Na 130 mEq/L) e insuficiência renal aguda (creatinina 2,0 mg/dL). Não utilizava anticonvulsivantes previamente. Considerando o manejo de crises convulsivas em pacientes com doença avançada e foco paliativo, qual é a conduta mais apropriada?