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Os modos de ser e de se afirmar das ações profissionais têm uma temporalidade histórica, uma vez que sofrem profundas influências das conjunturas sociais que vivenciam e que forjam as visões de mundo que as informam e as relações em que se materializam. Importante recurso à disposição dos profissionais, a avaliação está presente dialeticamente em todo o processo de planejamento. Como destaca Baptista (2009), a avaliação, via de regra, tem por base um ponto de vista peculiar, que determina o modo de perceber e de explicar as coisas e o mundo da pessoa que avalia. É este o ponto de vista que fornece o referencial e os critérios sobre os quais se apoiam os juízos. Isso significa que avaliar é
O Serviço Social, como as demais profissões, na medida em que se fazem, se refazem e se reconstroem nas relações, na sociedade, vão-se fazendo, reconstruindo e refazendo suas práticas, muito embora nesse processo não sejam superados os limites das relações postas pelo capitalismo e pelas conjunturas sociopolíticas que vivenciam. Conforme destaca Baptista (2009), nesse movimento, as ações individuais dos profissionais podem assumir, ao mesmo tempo, as dimensões de síntese e de
Questão Anulada
O princípio da universalização garantido na Lei n.º 8.743, de 1993, e materializado na prestação de serviços oferecida pela Política Nacional de Assistência Social (PNAS), pode ser compreendido em um duplo sentido. O primeiro é o de garantir o acesso aos direitos assistenciais a todo o universo demarcado pela Lei Orgânica da Assistência Social. O segundo significado do conceito de universalidade, na perspectiva da construção de um sistema de proteção social contínuo, sistemático, planejado e com recursos garantidos no orçamento público, nas três esferas governamentais, com ações complementares entre si, refere-se à
Desvendar a prática profissional cotidiana supõe inseri-la no quadro das relações sociais fundamentais da sociedade, ou seja, entendê-la no jogo tenso das relações entre as classes sociais, suas frações e das relações destas com o Estado brasileiro. Como destaca Iamamoto (1999), o Serviço Social tem olhado menos para a sociedade e mais para o Estado. As reflexões produzidas sobre o fazer profissional tem priorizado a análise da intervenção do Estado,
As reflexões sobre o poder institucional e o saber profissional colocam a questão do objeto do Serviço Social em uma outra ótica que a de classe contra classe, mas articulada a ela na análise das relações de poder, hegemonia e contra hegemonia. As instituições passaram, assim, a ser vistas como local de lutas de poderes, e o objeto de intervenção deve responder a um processo complexo de relações sociais em que se entrecruzam demandas políticas, uma lógica de campo específico de atuação da área da assistência social, o jogo do poder burocrático e tecnocrático e