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A publicação do CFESS (2022) “Assistente Social no combate ao preconceito” apresenta uma importante discussão sobre a vida cotidiana: “A vida cotidiana é necessária à reprodução social dos indivíduos. Não existe vida social sem cotidianidade (...) e, portanto, a cotidianidade não é o espaço da práxis, nem da teorização, mas de práticas fragmentadas e de um modo de pensar que tende a estabelecer uma unidade imediata entre o pensamento e a ação.” (p.9-10)
Em síntese, a dinâmica da vida cotidiana caracteriza-se pelo pragmatismo e por atividades e ações realizadas de forma repetitiva e espontânea.

Essa forma de pensar generalista e imediata corresponde ao que conhecemos por senso comum que, segundo o texto, apresenta as seguintes características:
“Uma das situações crônicas que estressa e onera os assistentes sociais nos hospitais é a alta em situações que envolvem população de rua, crianças e idosos abandonados. Considerados ‘casos sociais’, são colocados sob a responsabilidade exclusiva do Serviço Social, sem considerarse, por exemplo, a resolutividade das ações realizadas caso o tratamento indicado não tenha continuidade.
Diante dos problemas de financiamento da saúde e da assistência social, são situações de difícil enfrentamento. Frequentemente, o período do tratamento/internação não é o mesmo necessário às ações previstas pelo que se convencionou denominar “alta social”, o que leva a uma ocupação do leito que não só prejudica a instituição, mas – muito mais – a própria população que necessita de atendimento.
Estas situações demandam uma ação conjunta de todos os profissionais envolvidos na atenção prestada, em articulação com a direção da unidade, no sentido de pressionar o poder público – através da publicização dos dados referentes a estas situações –, para que as diferentes secretarias de Governo – de saúde, de assistência social – possam agilizar os encaminhamentos necessários.” (BRASIL, 2009, p.26)

Diante da problematização apresentada, assinale a alternativa que contempla a intervenção profissional nos contextos de alta hospitalar.
No texto “O Serviço Social em hospitais: Orientações Básicas” (BRASIL, 2009), discute-se que o objetivo profissional nos hospitais consiste em resgatar o papel do Serviço Social no trato da “questão social” neste lócus-ocupacional.

Assim sendo, quais ações descritas caracterizam a atuação profissional nos hospitais?
De acordo com a discussão promovida por Teixeira (2020) no artigo “Envelhecimento, família e políticas públicas: em cena a organização social do cuidado”, há, na sociedade contemporânea, uma naturalização de alguns processos do envelhecimento que levam a uma confusão entre os atributos biológicos e os sociais do envelhecer e, como resultado disso, inviabilizam-se determinantes sociais que fazem parte desse processo humano.

Assinale a alternativa que apresenta os determinantes sociais aos quais a autora se refere em seu texto.
A Lei nº 8.662/1993 estabelece critérios específicos para o exercício da profissão de Assistente Social no Brasil, assegurando a qualidade técnica e a legitimidade da atuação. Essa regulamentação garante que apenas profissionais devidamente habilitados possam exercer atividades que envolvem planejamento, execução e avaliação de políticas sociais. De acordo com o Art. 2° da Lei nº 8.662/1993, somente poderão exercer a profissão de Assistente Social:
I.Os possuidores de diploma em curso de graduação em Serviço Social, oficialmente reconhecido, expedido por estabelecimento de ensino superior existente no País, devidamente registrado no órgão competente.
II.Os possuidores de diploma de curso superior em Serviço Social, em nível de graduação ou equivalente, expedido por estabelecimento de ensino sediado em países estrangeiros, conveniado ou não com o governo brasileiro, desde que devidamente revalidado e registrado em órgão competente no Brasil.
III.Os cidadãos brasileiros que comprovem experiência prática mínima de dois anos em atividades sociais.

É CORRETO o que se afirma em