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Nas últimas décadas, o debate historiográfico tem problematizado a relação entre narrativa, representação e verdade histórica. Historiadores como Roger Chartier, José D’Assunção Barros e Vavy Pacheco Borges afirmam que a história, ao ser escrita, não reproduz o passado tal como ele foi, mas o constrói discursivamente através de escolhas interpretativas, métodos e mediações documentais. Nesse sentido, discutir os limites e aproximações entre história e ficção tornou-se um eixo importante para compreender a produção do conhecimento histórico contemporâneo.
“São os homens que fazem a história; mas, evidentemente, dentro das condições reais que encontramos já estabelecidas, e não dentro das condições ideais que sonhamos. Eis aí a razão de ser, a justificativa da história, em seu segundo sentido: o conhecimento histórico serve para nos fazer entender, junto com outras formas de conhecimento, as condições de nossa realidade, tendo em vista o delineamento de nossa atuação na história” (Borges, Vavy Pacheco. O que é História? São Paulo: Brasiliense,1993, p.48).

Com base nas reflexões apresentadas pela citação acima e nos seus conhecimentos históricos, leia as afirmativas e marque a alternativa correspondente:


I. A história, enquanto discurso, procura representar o real passado, mesmo sabendo que ele já não existe mais como experiência direta.

II. A ficção pode dialogar com o real, mas não assume compromisso com sua representação factual ou com validações documentais.

III. História e ficção operam como discursos equivalentes, sem distinções quanto aos seus objetivos e métodos.

IV. A escrita da história depende da interpretação dos vestígios documentais e das mediações culturais que moldam o olhar do historiador.

V. A história garante uma transparência total entre o acontecimento passado e sua narrativa, eliminando qualquer possibilidade de subjetividade.

VI. Tanto a história quanto a ficção lidam com linguagem e construção narrativa, mas diferem em relação aos seus critérios de prova, método e compromisso com evidências.
No início da colonização portuguesa na América, a Coroa buscou estratégias para ocupar o território e reduzir seus custos administrativos. Uma das primeiras medidas foi a implementação do sistema de capitanias hereditárias, no qual particulares recebiam terras extensas com a responsabilidade de administrá-las, defendê-las e promover sua exploração econômica. Do ponto de vista do processo histórico da colonização, e considerando os desafios enfrentados nesse modelo, marque a alternativa que expressa uma característica documentada historicamente, e que esteja relacionada ao funcionamento das capitanias hereditárias.
“[...] transformações socioeconômicas e territoriais que a Amazônia brasileira vem experienciando no período de 1960 a 2022. Nestas seis décadas se registra modificações estruturais em sua organização espacial, especialmente em referência ao mundo agrário, espaço vivido pelos povos indígenas, comunidades tradicionais e camponeses (agricultores e extrativistas), dentre as inúmeras formas de vivências e relações de trabalho com a natureza.” O mundo agrário amazônico é composto pelos espaços da floresta, das águas/rios, do campo agropecuário/florestal, territórios tradicionais e assentamentos rurais. Em todo esse percurso, os grupos sociais foram analisados no âmbito das mudanças sociogeográficas que abordavam a condição de fronteira agrícola, grandes projetos, proteção ambiental, território/territorialidades, direitos sociais, conflitos agrários e territoriais” (Silva,2025, p.2. Amazônia, dinâmicas territoriais e conflitos agrários: revisão de uma trajetória de curta duração). Disponível em https://www.scielo.br/j/nera/a/wSxM5cSdhL4SDb5wdTdn mNn/?lang=pt&format=pdf).
Com relação ao longo processo histórico de uso e ocupação do solo da região da Amazônia brasileira, é correto afirmar:

“Um levantamento de solos consiste em uma ferramenta fundamental para a tomada de decisão no tocante ao uso e ocupação dos solos. Neste sentido, com o intuito de realizar uma melhor gestão dos solos do estado do Ceará, foi executado o levantamento de solos do Estado em nível de reconhecimento de média intensidade, na escala de 1:100.000” (Levantamento de reconhecimento de média intensidade dos solos do Estado do Ceará [livro eletrônico]. – Fortaleza, CE: Coletivo Duas Catitas,2024. ePub). Disponível em http://www.funceme.br/wp-content/uploads/2024/11/LIVRO-LEVANTAMENTO-DE-SOLOS-FUNCEME.pdf).


O texto acima faz parte do “Levantamento de reconhecimento de média intensidade dos solos do Estado do Ceará”. O referido levantamento aponta quais são “as principais classes de solo em extensão territorial” presentes no Estado do Ceará. São eles:

O principal sistema meteorológico responsável pela ocorrência das chuvas na parte setentrional do Nordeste Brasileiro, ao longo do primeiro semestre, determinando a sua abundância ou insuficiência, é/são: