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A psicoterapia integrativa contemporânea representa uma resposta epistemológica e prática às limitações das abordagens tradicionais unimodais, propondo uma articulação criteriosa entre diferentes sistemas teóricos e técnicas clínicas, com base na responsividade do paciente, na evidência empírica e na coerência conceitual. Conforme Norcross e Goldfried (2005), a integração não se reduz a um ecletismo arbitrário, mas requer uma arquitetura metateórica que permita a convergência de estratégias terapêuticas orientadas pelo contexto relacional e pela complexidade dos fenômenos psíquicos. Com base nesse referencial integrativo, assinale a alternativa que melhor expressa um princípio estruturante dessa abordagem: 
A teoria do desenvolvimento psicossocial proposta por Erik Erikson introduz um modelo epigenético que amplia a compreensão freudiana da constituição subjetiva ao considerar que o indivíduo se desenvolve ao longo de estágios sucessivos, cada qual marcado por uma tensão dialética entre forças opostas que exigem resolução para o fortalecimento do ego. A adolescência, nesse arcabouço, constitui-se como o palco da crise de identidade versus confusão de papéis, sendo um período caracterizado por intensos processos de experimentação, reelaboração do pertencimento social e formulação de projetos de vida. A noção de moratória psicossocial, introduzida pelo autor, denota uma suspensão temporária de exigências sociais para possibilitar a construção de uma identidade autêntica. Considerando esses aspectos, assinale a alternativa que expressa uma proposição compatível com a teoria psicossocial eriksoniana:
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A Psicodinâmica do Trabalho, formulada por Christophe Dejours (1992), representa uma das vertentes mais críticas e sofisticadas da Psicologia Organizacional, ao propor uma compreensão do sofrimento psíquico no trabalho a partir da clivagem entre a organização prescrita e a organização real das atividades laborais. Dejours sustenta que os trabalhadores, para manter a saúde mental diante das exigências contraditórias do ambiente organizacional, constroem coletivamente defesas psicossociais que modulam o sofrimento e o transformam em sentido. Essas defesas, por vezes normalizadas, incluem a banalização do sofrimento, a virilização do insucesso e a construção de pactos de silêncio. Com base nesse referencial, assinale a alternativa que expressa uma proposição compatível com a Psicodinâmica do Trabalho:
A Terapia Sistêmica Familiar, ancorada nas epistemologias da complexidade e da cibernética de segunda ordem, concebe o sujeito como um elemento relacional constituído nas tramas comunicacionais e estruturais do sistema familiar. Autores como Minuchin (1974) e Haley (1993) postulam que sintomas individuais frequentemente operam como metáforas dos impasses relacionais vivenciados pelo grupo familiar, refletindo fronteiras difusas ou excessivamente rígidas, alianças patológicas e padrões de lealdade invisível. O terapeuta, nesse contexto, atua como agente catalisador de reorganizações estruturais e comunicacionais. Com base nesse referencial sistêmico-estrutural, assinale a alternativa que expressa adequadamente a lógica interventiva da abordagem: 
Carl Rogers, expoente central do movimento humanista-existencial na Psicologia, rompe com os paradigmas diretivos e patologizantes das abordagens psicanalítica e comportamental ao propor a Abordagem Centrada na Pessoa (ACP), cujo foco é a confiança na tendência atualizante do indivíduo — uma força intrínseca de autorrealização e integração plena do self. Para Rogers (1951), o setting terapêutico deve oferecer um clima de segurança ontológica sustentado por três condições necessárias e suficientes: empatia genuína, aceitação incondicional positiva e congruência. Com base nos princípios dessa abordagem, assinale a alternativa que expressa adequadamente o papel do terapeuta no processo psicoterapêutico rogeriano: