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Não há como se desvincular o cotidiano escolar das teorias e metodologias didáticas, visto serem estas que orientam as práticas pedagógicas, assim como o dia a dia institucional. Analisando-se mais atentamente essa vinculação, nota-se que as teorias e metodologias didáticas influenciam tanto o conhecimento transmitido quanto a organização das aulas.


Por outro lado, se a metodologia se refere à teoria por trás do método, verifica-se que, conforme afirma Libâneo na obra Didática (2017), “os métodos de ensino são as ações do professor pelas quais se organizam as atividades de ensino e dos alunos para

Um tema de grande interesse para Virgínia é o que diz respeito à relação entre planejamento e avaliação da aprendizagem. Estudando para o concurso de Professor Adjunto de Educação Básica I, promovido pela Prefeitura de Osasco, ela leu a obra de Boas e Soares (org.,2022), na qual verificou que em todos os espaços e momentos de afazeres escolares, tanto alunos quanto professores envolvem-se com diversas formas de aprendizagem e, por conseguinte, com distintas formas e diversos propósitos de avaliação. No artigo citado, Virgínia encontrou a seguinte reflexão: “Quando a prática avaliativa segue acompanhada do compromisso de formar integralmente os sujeitos, promovendo sua autonomia e sua emancipação, é da avaliação formativa que está se falando.
Nessa perspectiva,
Em uma reunião pedagógica, os professores da EMEF Chiquinha Oliveira, situada em um município da Grande São Paulo, debateram a relação entre Currículo, Planejamento e Avaliação da Aprendizagem, tendo por referência o texto R.R.D. de Silva (2016). Ao abordarem o papel do currículo escolar, o Prof. Joel salientou a relação intrínseca que existe entre este e o conteúdo escolar, dizendo, acertadamente, que o currículo define quais são os conteúdos a serem ensinados e aprendidos, e como eles devem ser organizados e distribuídos no espaço e tempo escolar, orientando a prática pedagógica. Nesse ponto, o Prof. Joel citou Sacristán (1998, in Silva, R.R.D.,2016): “Um conteúdo passa a ser valioso e legítimo quando goza do aval social dos que têm poder para determinar sua validade; por isso, a fonte do currículo é a cultura que emana de uma sociedade.
Sua seleção deve ser feita em função de critérios psicopedagógicos, mas é preciso considerar antes de mais nada
No Brasil, o que deve ser ensinado nas escolas de ensino fundamental e médio e com quais objetivos? Há legislação sobre o currículo da Educação Básica? Sim. A esse respeito, temos a BNCC, Base Nacional Comum Curricular,2018. Trata-se de um documento normativo que, — atendendo o art. no 205 da Constituição Federal de 1988, e o art.9º, inciso IV, da LDBEN no 9.394/96 —, define “10 competências gerais” a serem desenvolvidas por meio de “aprendizagens essenciais”, as quais possibilitem “a mobilização de conhecimentos, habilidades, atitudes e valores para resolver demandas complexas da vida cotidiana, do pleno exercício da cidadania e do mundo do trabalho”.
E, também, a LDBEN no 9.394/96 que, em seu art.26, define “a relação entre o que é básico-comum e o que é diverso”, estabelecendo que: “os currículos do ensino fundamental e médio devem ter uma base nacional comum, a ser complementada, em cada sistema de ensino e estabelecimento escolar, por uma parte diversificada,
O Decreto no 10.941/2014 dispõe sobre o Regimento Comum das unidades municipais de educação de Osasco e dá outras providências. Na Seção IV, referente ao corpo docente da unidade educacional, dispõe que ele “É constituído por todos os professores que atuam em regência e substituição de classe/aulas e os professores que desenvolvem o ensino através de programas e projetos especiais”. Afirma, ainda, que “a prática docente deve ser entendida como um trabalho coletivo, planejado, intencional e contínuo, articulador da vivência do aluno com o saber sistematizado, tendo em vista sua apropriação, construção, recriação do conhecimento, tornando-o um cidadão consciente de seus direitos e deveres”.
Considerando as reflexões de Paulo Freire (2019) a respeito da identidade do professor e das exigências derivadas de sua relação com os educandos e com o conhecimento, as concepções apresentadas, presentes nesse Decreto,