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Sobre os aspectos étnicos e raciais na literatura brasileira,


I. a presença do negro na literatura brasileira não escapa ao tratamento marginalizador que, desde as instâncias fundadoras, marca a etnia no processo de construção da sociedade brasileira.

II. a matéria negra, embora só ganhe presença mais significativa a partir do século XIX, surge na literatura brasileira desde o século XVI, nos versos satíricos e demolidores de Gregório de Matos.

III. evidenciam-se, na trajetória do negro no discurso literário nacional, dois posicionamentos: a condição negra como objeto, numa visão distanciada do escritor sobre o negro (Bernardo Guimarães e Castro Alves, no Romantismo; Aluísio de Azevedo e Adolfo Caminha, no Realismo, por exemplo) e o negro como sujeito, numa atitude compromissada do escritor negro (Luiz Gama no Romantismo; Cruz e Souza no Simbolismo: Lima Barreto no Pré-modernismo).

IV. Na terceira geração romântica brasileira, os poetas interessam-se mais pela idealização amorosa, em um sentimentalismo exacerbado, do que pelo conflito entre liberdade e escravidão, que atingia a sociedade da época.

V. Desde os anos de 1970, a designação literatura negra, tal como vem sendo utilizada no Brasil e em outros países da América, vincula-se à uma literatura feita por negros ou por descendentes assumidos de negros e emerge no bojo de uma situação histórica dada, configuradora da reivindicação pelos negros de determinados valores caracterizadores de uma identidade própria.


É correto apenas o que se afirma em

Embora não haja consenso em relação a uma etiqueta para as tendências literárias contemporâneas, mas, utilizando o termo “pós-modernismo, analise as asserções que se seguem.


I. Pós-modernismo é um nome geralmente dado às formas culturais de um período que aparecem desde os anos 60, abrangendo certas características como reflexão, ironia e um tipo de arte que mistura o popular e o erudito.

II. É visto ora como continuação dos aspectos mais radicais de modernismo, ora, ao contrário, como marcando uma ruptura com o modernismo como um modernismo não-histórico que anseia acabar.

III. Como alguns dos denominadores comuns que servem para definir o pós-modernismo, pode-se citar que os discursos pós-modernos instalam e subvertem convenções; que esses discursos não desafiam os limites fixos entre os gêneros, entre os tipos de arte, entre teoria e arte, entre arte erudita e cultura de massa.

IV. Uma das características marcantes do pós-modernismo é o pluralismo de estilos e, particularmente, o que caracteriza a poesia pós-modernista é o ludismo na criação da obra, presença marcante da intertextualidade, a intensificação da metalinguagem e o fragmentarismo textual; já o que caracteriza a prosa pós-modernista é o enaltecimento do intimismo e da “literatura-verdade” presente na prosa política (romance-reportagem e o realismo fantástico), que rejeita as prosas regionalista, urbana e autobiográfica.


É correto apenas o que se afirma em

Assinale a opção em que todas as informações sobre a terceira fase do Modernismo brasileiro são corretas.
Assinale a opção em que todas as informações sobre os romancistas da segunda fase do Modernismo brasileiro são corretas.

Na primeira fase do modernismo, Oswald de Andrade, através do poema “Pronominais”, faz uma sátira contra a cultura acadêmica e, por extensão, contra o rigor da norma culta que privilegia os moldes lusitanos.


PRONOMINAIS

Oswald de Andrade


Dê-me um cigarro

Diz a gramática

Do professor e do aluno

E do mulato sabido

Mas o bom negro e o bom branco

Da Nação Brasileira

Dizem todos os dias

Deixa disso camarada

Me dá um cigarro.

Fonte: https://www.todamateria.com.br/oswald-de-andrade. Acesso em 15/09/2018.


O conteúdo gramatical que o poeta utiliza para a defesa de uma linguagem cotidiana brasileira é a sintaxe