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Em um município do interior do Nordeste, a Secretaria de Saúde iniciou um projeto-piloto de Telessaúde em Fonoaudiologia para reduzir a fila de espera por atendimentos de fala e audição. O programa permitia que crianças fossem triadas por meio da teleaudiometria, com supervisão remota de um fonoaudiólogo localizado em um centro de referência da capital. A iniciativa foi motivada pela escassez de profissionais na região, uma vez que eram apenas 2 fonoaudiólogos para mais de 30 mil habitantes e tinha como objetivo garantir o acesso a serviços especializados.

Neste contexto, um estudo realizado por Fonsêca, Brazorotto e Balen (2015) apontou que a Telessaúde em Fonoaudiologia tem se mostrado eficaz para ampliar o acesso e reduzir desigualdades regionais, ao “aproximar populações distantes e diminuir as barreiras geográficas e socioeconômicas no acesso aos serviços de saúde” (Fonsêca; Brazorotto; Balen,2015, p.2033–2043).


Fonte: FONSÊCA, Rodrigo Oliveira da; BRAZOROTTO, Joseli Soares; BALEN, Sheila Andreoli. Telessaúde em Fonoaudiologia no Brasil: revisão sistemática. Revista CEFAC, São Paulo, v.17, n.6, p.2033–2043, nov./dez.2015.


Considerando essas informações e os princípios que regem o Sistema Único de Saúde (SUS) sobre a atuação do fonoaudiólogo na Telessaúde, é CORRETO afirmar que:

Segundo dados do Ministério da Saúde (2017), a prevalência de transtornos mentais comuns em mulheres acima de 60 anos no Brasil ultrapassa 20%, evidenciando a importância da atuação multiprofissional no cuidado a esse público.


Esses dados refletem situações frequentemente observadas nos serviços de internação psiquiátrica e nos leitos de saúde mental em hospitais gerais, como no caso de Rosa, descrito a seguir:


Rosa,73 anos, foi internada em uma Enfermaria de Saúde Mental com queixa de “sensação estranha na boca” e fala monótona. Diagnosticada com Síndrome da Boca Ardente e quadro depressivo, apresentou alterações orofaciais e recusa alimentar. Durante o atendimento, a fonoaudióloga associou técnicas específicas às manifestações emocionais da paciente, compreendendo o sintoma para além do aspecto fisiológico.


Com base nesse contexto e na atuação fonoaudiológica em Saúde Mental, é CORRETO afirmar que:

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Considere o Texto IV, com o caso clínico de Felipe, atendente de call center com exposição contínua ao ruído e queixa de zumbido, cuja avaliação audiológica revelou perda auditiva sensorioneural de grau leve bilateralmente. Com base nos estudos atuais sobre o impacto do zumbido e a indicação do uso de AASI, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.

I- O zumbido, embora frequentemente associado à perda auditiva neurossensorial, pode ocorrer em indivíduos com audição normal, devendo ser considerado um sintoma relevante, pois pode indicar alterações auditivas ainda não detectáveis por métodos convencionais.

PORQUE

II- Todo paciente com zumbido associado à perda auditiva leve deve receber indicação imediata de uso de aparelho de amplificação sonora individual (AASI), tendo em vista que o uso do dispositivo é considerado tratamento de primeira escolha, independentemente do grau da perda.

A respeito dessas asserções, é CORRETO afirmar que:
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O atendente de call center Felipe do Texto IV, relata sintomas auditivos relacionados ao uso contínuo de headset durante o trabalho. A avaliação audiológica inicial revelou perda auditiva sensorioneural de grau leve bilateralmente.



De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS,2021), considera-se perda auditiva quando os limiares auditivos estão acima de 21 dB. Já a legislação trabalhista brasileira, segundo os parâmetros de Lloyd e Kaplan (1978), classifica como perda auditiva de grau leve somente quando os limiares estão acima de 25 dB.


Fontes: LLOYD, L. L.; KAPLAN, H. Audiometric interpretation: A manual of basic audiometry. Baltimore: University Park Press,1978.

OMS (Organização Mundial da Saúde). World Report on Hearing. Geneva: World Health Organization,2021.44



Com base nesses parâmetros e considerando as normas de saúde auditiva do trabalhador, a respeito da orientação fonoaudiológica mais adequada a ser dada no caso de Felipe, é CORRETO afirmar que:

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Considerando o caso clínico do Texto IV, foi realizado o exame de Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico (PEATE). De acordo com os estudos de Hood (1998), para a interpretação deste exame, devem ser analisadas a presença ou ausência das ondas, as latências absolutas das ondas I, III e V, os intervalos interpicos e reprodutibilidade, a fim de verificar a integridade das vias auditivas e possíveis alterações condutivas, cocleares ou retrococleares.



Fonte: HOOD, L. J. Clinical Applications of the Auditory Brainstem Response. San Diego: Singular Publishing Group,1998.



Com base nesses parâmetros, os achados obtidos no exame de Felipe e sobre a conclusão encontrada para compor a bateria de testes, é CORRETO afirmar que há: