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Até poucas décadas atrás, a oportunidade de se consumir arte estava restrita aos museus, espaços culturais. A arte e a produção de imagens estavam atreladas aos ateliers e escolas de arte. Hoje, a arte está nas ruas, as imagens povoam as telas dos celulares e os vídeos na internet. Produzir imagens é algo cotidiano, e ser artista envolve outros contextos de produção e consumo. Diante desse novo paradigma, é importante a reflexão sobre as metodologias de ensino de arte. Sobre o tema, Sardelich afirma:
Não cabe mais ao/à educador/a se perguntar o que as/os educandas/os não sabem e propor-se a ensinar- -lhes, e sim o que já sabem e como é possível ampliar as conexões, para que, juntos, possam organizar outros discursos com os saberes-mosaico que todos possuem. Mais do que pensar em representações e artefatos, interessa ao/à educador/a saber o que o grupo de trabalho, que inclui educandas/os e educadoras/ es, quer aprender e o que pode aprender.
SARDELICH, M. E. Leitura de imagens, cultura visual e prática educativa. Cadernos de Pesquisa, v.36, n.128, p.451-472, maio/ago.2006.
Esse trecho refere-se ao conceito de
Segundo Derdyk,
[...] é fundamental que o arte-educador reconheça em si a capacidade de exercer o ato criativo de forma tão natural quanto comer, dormir e sonhar. O arte-educador, que vivencia o desenho como potência expressiva e poética, dificilmente incorrerá em erros grosseiros de interpretação e avaliação de um desenho.
DERDYK, Edith. Formas de pensar o desenho: desenvolvimento do grafismo infantil. São Paulo: Panda Educação,2010. Adaptado.
Nesse contexto, o desenho, como linguagem que habita o espaço escolar,
STERN, Grete. Botella del mar. Sueño No 5.1950. Museu de Arte Latinoamericano de Buenos Aires (MALBA), Buenos Aires. Adapta A imagem apresentada refere-se à Arte Moderna produzida na América Latina no século XX. Grete Stern, artista alemã radicada na Argentina, realizou, na década de 1940, a mais extensa série fotográfica de sua obra: “Os sonhos”. Os trabalhos para essa série consistiam em interpretações gráficas de depoimentos de sonhos enviados por leitoras da época à revista Idilio.
A série “Os sonhos”, ao abordar o universo feminino em imagens,
O Manto Tupinambá, símbolo sagrado e elemento central da cultura do povo Tupinambá, foi repatriado ao Brasil em julho de 2024, após mais de 300 anos exposto no Museu da Dinamarca. Esse artefato, confeccionado com penas de guarás, papagaios, araras-azuis e amarelas, possui cerca de 1,20 metro de altura por 80 centímetros de largura. A presença de bens indígenas brasileiros em museus europeus expõe séculos de colonização e expropriação impostas às culturas indígenas.
É um desafio para todos os povos do Brasil, que tiveram seus bens levados sem qualquer consulta, consentimento prévio ou liberdade de opinar. Estamos hoje recebendo o Manto Tupinambá. Isso é motivo de alegria não somente para os povos que estão aqui, mas para todos os povos indígenas do Brasil. A repatriação é importante para o nosso país, a repatriação é uma reparação de dívidas com os povos indígenas, porque traz de volta a fortaleza, a intensidade, a cultura, pontuou a presidenta da Funai, Joenia Wapichana.
Disponível em: https://www.gov.br/funai/pt-br/assuntos/ noticias/2024/manto-tupinamba-governo-federal-celebra- -retorno-do-artefato-sagrado-ao-brasil-e-reafirma-direitos- -indigenas-como-uma-prioridade. Acesso em: 25 jan.2026.
Nesse contexto e considerando-se o conceito de agência indígena, a arte dos povos indígenas
Os processos avaliativos para o ensino de artes visuais possuem estratégias específicas e conhecê-las é de grande relevância para o trabalho docente.
Dentre as estratégias avaliativas em artes, a avaliação autêntica é aquela que