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No texto Sobre estar doente, Virginia Woolf discorre sobre a relação entre doença e literatura com o objetivo de argumentar que
Hoje, a indústria cultural assumiu a herança civilizatória da democracia de pioneiros e empresários, que tampouco desenvolveram uma fineza de sentido para os desvios espirituais. Todos são livres para dançar e para se divertir, do mesmo modo que, desde a neutralização histórica da religião, são livres para entrar em qualquer uma das inúmeras seitas. Mas a liberdade de escolha da ideologia, que reflete sempre a coerção econômica, revela-se em todos os setores como a liberdade de escolher o que é sempre a mesma coisa.

Theodor Adorno e Max Horkheimer. Dialética do esclarecimento. Guido Antonio de Almeida (Trad.). Rio de Janeiro: Zahar,1985, p.156.

A partir da leitura desse fragmento da obra de Adorno e Horkheimer, assinale a opção correta a respeito da indústria cultural.
A inteligência artificial (IA), enquanto promete eficiência e progresso, reproduz desigualdades históricas, precariza o trabalho e alimenta estratégias autoritárias. Longe de ser uma ferramenta neutra, estimula preconceitos, concentra poder e redefine o que significa democracia, trabalho e liberdade. Plataformas digitais, alimentadas por fake news e impulsionadas por bolhas ideológicas, escondem estratégias de manipulação que transformam dados em armas. Não apenas refletem divisões sociais, mas também as intensificam, criando ecossistemas em que o ódio se viraliza e a verdade se fragmenta. A máquina pode ser reinventada. O algoritmo, ressignificado. O poder, redistribuído. Mas isso dependerá da nossa capacidade coletiva de resistir, reimaginar e reconstruir.

Cristian Arão. IA entre fantasmas e monstros.Curitiba: Kotter,2025, p.13-17 (com adaptações).

Com base na leitura desse texto, assinale a opção correta.
Segundo o sociólogo peruano Aníbal Quijano e o filósofo argentino Enrique Dussel, o eurocentrismo é uma atitude colonial em relação ao conhecimento, que se articula de forma simultânea com o processo das relações centro-periferia e as hierarquias étnico-raciais. A superioridade atribuída ao conhecimento europeu em muitas áreas da vida foi um aspecto importante da colonialidade do poder no sistema-mundo. Os conhecimentos subalternos foram excluídos, omitidos, silenciados e ignorados. Desde o Iluminismo, no século XVIII, esse silenciamento foi legitimado com base na ideia de que tais conhecimentos representavam uma etapa mítica, inferior, pré-moderna e pré-científica do conhecimento humano. Somente o conhecimento gerado pela elite científica e filosófica da Europa era tido como “verdadeiro”, pois era capaz de se abstrair de seus condicionamentos espaço-temporais para se situar em uma plataforma neutra de observação.

Santiago Castro-Gómez e Ramón Grosfoguel. Prólogo. Giro decolonial, teoría crítica y pensamiento heterárquico. In: Santiago Castro-Gómez e Ramón Grosfoguel. El giro decolonial. Bogotá: Siglo del Hombre Editores,2007, p.20 (com adaptações).

Com base no texto precedente, assinale a opção correta.
Não poderíamos duvidar se nós não existíssemos; este é o primeiro conhecimento certo que se pode adquirir.

René Descartes. Princípios de filosofia. João Gama (Trad.). Lisboa: Edições 70,1997 [1644], p.30.

A partir desse fragmento da obra Princípios de filosofia, de René Descartes, assinale a opção correta acerca da filosofia cartesiana.