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O texto talvez mais famoso de Heráclito é o fragmento 91: “Não podemos banhar-nos duas vezes no mesmo rio, porque o rio não é mais o mesmo”. A tradição posterior teria acrescentado, “e nós também não somos mais os mesmos”. Esse fragmento sintetiza exatamente a ideia da realidade em fluxo, simbolizada pelo rio que representa o movimento encontrado em todas as coisas, inclusive, no caso do acréscimo, em nós. Alguns intérpretes chegam a ver nessa metáfora implicações para a questão do conhecimento, a impossibilidade de banhar-se duas vezes no mesmo rio indicando a impossibilidade de um acesso mais permanente ao real.

(Marcondes, 2010. Adaptado)

A noção de “realidade em fluxo”, inspirada no fragmento atribuído a Heráclito, suscita interpretações
Como apontam Maria Lúcia de A. Aranha e Maria Helena Pires Martins na obra Filosofando: introdução à filosofia: “O mito não se reduz a simples lendas, mas faz parte da vida humana desde seus primórdios e ainda persiste no nosso cotidiano como uma das experiências possíveis do existir humano, expressas por meio das crenças, dos temores e desejos que nos mobilizam. No entanto, hoje os mitos não emergem com a mesma força com que se impuseram nas sociedades tribais” (2009).

Segundo as autoras, na contemporaneidade, os mitos impõem-se diferentemente porque
Maria Lúcia de A. Aranha e Maria Helena Pires Martins destacam que: “O “falar sobre o mundo” simbolizado pelo mito está impregnado do desejo humano de afugentar a insegurança, os temores e a angústia diante do desconhecido, do perigo e da morte. Para tanto, os relatos míticos sustentam-se na crença, na fé em forças superiores que protegem ou ameaçam, recompensam ou castigam. Entre as comunidades tribais, os mitos constituem um discurso de tal força que se estende por todas as esferas da realidade vivida” (2009. Adaptado).

Desse modo, para as autoras, quando o mito “falar sobre o mundo” são
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No âmbito de um evento acadêmico sobre políticas de ações afirmativas voltadas a pessoas com deficiência visual, muito concorrido, os agentes de vigilância da USP, que estão controlando o acesso ao local, decidem restringir a entrada. Como restam cerca de 50 lugares no auditório, decidem usar um critério que consideram ser o mais adequado do ponto de vista ético. Assinale a alternativa que indica a solução que devem ter adotado sabendo que, na USP, 50% dos estudantes são cotistas.
Clara, ao aceitar um cargo de liderança, decide agir de forma prudente diante de um conflito entre colaboradores. Segundo os fundamentos da ética, a prudência é importante porque: