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INSTRUÇÃO: Leia e analise os textos I e II a seguir para responder a esta questão.

Texto I (charges)
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Texto II
“Podemos dizer que o racismo é uma forma sistemática de discriminação que tem a raça como fundamento, e que se manifesta por meio de práticas conscientes ou inconscientes que culminam em desvantagem ou privilégios para indivíduos, a depender do grupo racial ao qual pertençam.”
Fonte: ALMEIDA, Silvio Luiz de. O que é racismo estrutural? Belo Horizonte: Letramento, 2018. p. 25.

O conteúdo dos textos I e II, se interpretados sob uma perspectiva antirracista, oferece elementos para enfatizar/justificar que: 
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Sobre as desigualdades enfrentadas pela agricultura familiar mencionadas no texto, analise as assertivas:

I. Mulheres agricultoras têm menos acesso a máquinas e equipamentos, comparativamente aos homens.
I. Produtores negros estão significativamente representados na coordenação de grandes propriedades rurais, especialmente acima de 1.000 hectares.
III. A transição geracional tem sido um desafio, refletindo-se no aumento da média de idade dos produtores rurais familiares.

Estão CORRETAS:
“Sim, ganhar dinheiro, ficar rico, enfim
Quero que meu filho nem se lembre daqui
Tenha uma vida segura, não quero que ele cresça
Com um oitão na cintura e uma PT na cabeça
E o resto da madrugada sem dormir, ele pensa
O que fazer para sair dessa situação?
Desempregado então, com má reputação
Viveu na detenção, ninguém confia não
E a vida desse homem para sempre foi danificada
Um homem na estrada”.

MANO Brown, Racionais MC's. Homem na estrada, álbum Raio X Brasil. São Paulo: Zimbabwe Records, 1993. 

Homem na estrada aponta para a perspectiva de um marginalizado na sociedade capitalista, em que
“Os mais fortes laços que lhes mantêm a integridade social não serão senão os primários e mais rudimentares vínculos humanos, os resultantes direta e imediatamente das relações de trabalho e produção: em particular, a subordinação do escravo ou do semiescravo ao seu senhor. Muito poucos elementos novos se incorporarão a este cimento original da sociedade brasileira, cuja trama ficará assim reduzida quase exclusivamente aos tênues e sumários laços que resultam do trabalho servil”.

PRADO JÚNIOR, Caio. Formação do Brasil Contemporâneo: colônia. São Paulo: Ed. Brasiliense, 1999., p. 341.

Caio Prado Júnior compreende não ter havido, no Brasil, uma ruptura com o passado colonial. Nesses termos, no que se refere à relação de trabalho, resta evidente
“Portanto, se as mulheres chegam com menos frequência do que os homens aos mais altos graus de excelência, é surpreendente que a falta de uma boa educação, ou mesmo a reunião de uma educação rígida e religiosa, não tenha um resultado pior, impedindo-as por completo de lá chegar”.

GOURNAY, Marie de. Igualdade entre os homens e as mulheres (1622). In: ROVERE, Maxime (Org.). Arqueofeminismo: mulheres filósofas e filósofos feministas. São Paulo: n-1 edições, 2019. p. 33.

O diagnóstico de Gournay, no século XVII, sobre a disparidade entre homens e mulheres nos diversos postos de excelência pode ser descrito como